Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Alckmin começa a virar vidraça

O candidato tucano, Geraldo Alckmin, quer se apresentar na campanha presidencial como um arauto da moralidade, mas dificilmente conseguirá manter esta imagem. (Leia mais)

Terça, 04 de Abril de 2006 às 07:28, por: CdB

Alckmin, a ex-vestal

Foi só Alckmin ser anunciado como candidato a presidente e ficar sob os holofotes, que a imagem de vestal, com que tenta se apresentar, começou a ruir. É um escândalo a cada três dias. A continuar assim, o debate entre PT e PSDB vai ser um duelo para ver quem roubou mais. Ruim para o país. Mas ótimo para os banqueiros. Tirará o foco da política econômica - o que é tudo o que eles querem. Afinal, dando Lula ou dando Alckmin, ganham. O diabo é que Heloísa Helena pode atrapalhar o script.

 

A que senhor servir?

O deputado Antonio Carlos Biscaia tem sido pressionado pelo PT para não votar pela cassação de mensaleiros. Agora, terá que dar um parecer sobre o incrível pedido de aposentadoria do deputado mensaleiro José Janene, que quer se aposentar por invalidez para escapar da cassação e candidatar-se de novo em outubro. Ora, o bom senso diz que, ou bem ele está inválido e não pode exercer o mandato, ou bem não pode se aposentar por invalidez. Mas Janene pressiona o PT, ameaçando abrir a boca sobre o mensalão y otras cositas más. A situação de Biscaia não é de fazer inveja.

 

O ex-blogueiro César Maia

No ano passado, Cesar Maia fez um blog, ao qual dedicava a maior parte de seu dia. Semanas depois, lembrou-se que era prefeito e aposentou o blog. Passou a oferecer comentários diários, por e-mail, aos interessados. Mas com a proximidade da eleição, as mensagens viraram mero instrumento de campanha. A última de César é garantir que, antes de outubro, Lula sofrerá impeachment. Ora, para se tirar um presidente é preciso que a opinião pública deseje o impeachment por ampla maioria. Não é o caso.

 

Quarentena, já!

Embora continue de olho na vaga de vice na chapa de Lula, o ex-presidente do STF Nelson Jobim disse aos jornais que seu projeto imediato é "advogar em Brasília". Tudo bem. Mas deveria ser proibido alguém deixar o Supremo e, em seguida, abrir um escritório de advocacia.

 

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