Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2026

Alckmin acredita que indicação sairá no início de março

Quinta, 16 de Fevereiro de 2006 às 10:52, por: CdB

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, avalia que o PSDB precisa escolher seu candidato à Presidência da República no início de março, para evitar maiores prejuízos ao partido na campanha eleitoral.

- Eu acho que não deve passar do começo de março. Não há razão para postergar isso. Isso traz prejuízo não aos possíveis candidatos. É o partido que se prejudica com essa indefinição - disse Alckmin, pré-candidato declarado do PSDB, a jornalistas após inauguração da segunda fase da USP-Leste.

Na última terça-feira, pesquisa CNT/Sensus mostrou que Lula venceria o prefeito José Serra, oposicionista com melhor desempenho na sondagem, por 10 pontos percentuais de vantagem num eventual segundo turno. Contra Alckmin, a vitória era ainda mais folgada, de quase 22 pontos. Embora Serra não tenha assumido publicamente seu interesse pela candidatura, o PSDB analisa o seu nome juntamente com o de Alckmin. Líderes tucanos disseram que o partido deve definir o nome que disputará a Presidência até o final de março, após as prévias para a escolha do candidato do PMDB, marcadas para o dia 19 daquele mês.

Alckmin descartou que a cúpula do partido aproveite que todos estarão juntos em São Paulo nesta quinta-feira, devido à realização de um seminário econômico, para fazer uma reunião com ele e Serra para discutir a questão:

- O encontro não foi marcado ainda, mas o amadurecimento das conversas políticas não vai ser hoje, é óbvio. Isso vai sendo feito nos próximos dias.

Perguntado se a eleição do serrista Jutahy Junior (BA) para a liderança do PSDB na Câmara dos Deputados interferia na disputa interna dele e do prefeito, o governador foi direto:

- Não afeta em nada. Nós tínhamos dois bons deputados para a liderança e o Jutahy é um deputado experiente, conhece bem o regimento e será um bom líder, como foi o Alberto Goldman (SP).

Alckmin disse que vai ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira para ter conversas com os tucanos de lá e os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e do BNDES Edmar Bacha.

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