Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Alckmin acredita que debate sobre juros vai continuar

Terça, 28 de Março de 2006 às 11:58, por: CdB

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin prevê a persistência do debate dentro do governo sobre o nível da taxa de juros, o que confere um grau de imprevisibilidade ao rumo da economia sob o comando do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

- Ouvi mais cedo a entrevista do novo ministro Mantega em que ele diz que a política não é pessoal, é política de governo. Isso é assunto interno lá do governo. O fato é que a questão da política econômica, especialmente a questão da política de juros, tem sido palco de diferenças, de discussão, de debates internos há bastante tempo, mas não tenho como prever o que o novo ministro vai fazer - disse o candidato do PSDB à Presidência a jornalistas nesta terça-feira.

No período em que presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mantega cobrou uma política monetária com taxas de juros menores do que as praticadas pela equipe econômica. Alckmin também defendeu a demissão do ex-ministro Antonio Palocci.

- A saída era impossível que não acontecesse. Chegou a tal ponto que tinha que sair. O fato grave é a violação, um princípio do Estado democrático - afirmou.

Para o governador, a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa tinha como objetivo desqualificar a oposição, ao levantar suspeitas de que o caseiro havia sido comprado para desmentir o ex-ministro Antonio Palocci. As declarações foram feitas em visita do governador a obras do Instituto Doutor Arnaldo, que deverá ser entregue pelo governo do Estado até o final deste ano. A obra ficou paralisada por cerca de 15 anos e deve abrigar três hospitais --da mulher, de oncologia e de transplantes-- com 726 leitos.

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