Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Al Qaeda mataria 80 mil na Jordânia

Autoridades jordanianas disseram nesta segunda-feira que a rede terrorista Al Qaeda usaria armas químicas para matar pelo menos 80 mil pessoas em Amã, capital da Jordânia. O plano foi frustrado neste mês pela polícia jordaniana. Seguidores de Osama bin Laden usariam explosivos que disseminariam uma nuvem gigantesca e mortal no céu de Amã. (Leia Mais)

Segunda, 26 de Abril de 2004 às 13:28, por: CdB

Autoridades jordanianas disseram nesta segunda-feira que a rede terrorista Al Qaeda usaria armas químicas para matar pelo menos 80 mil pessoas em Amã, capital da Jordânia. O plano foi frustrado neste mês pela polícia jordaniana. Seguidores de Osama bin Laden usariam explosivos que disseminariam uma nuvem gigantesca e mortal no céu de Amã.

A intenção de perpetrar o atentado foi confessada por supostos integrantes da rede terrorista que estão presos. As confissões, em vídeo, foram ao ar pela TV jordaniana na noite desta segunda-feira (hora local).

O maior atendado da história, o de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, deixou cerca de 3 mil mortos. Na semana passada, ao relatar que desarticulara um complô da Al Qaeda, autoridades jordanianas disseram, sem dar detalhes, que o ataque seria muito maior do que qualquer operação terrorista anterior.

Nas operações em que se desarticulou a suposta célula da Al Qaeda, foram apreendidas 20 toneladas de explosivos e substâncias químicas que seriam usadas no ataque. Entre os alvos do atentado estariam a sede dos serviços secretos de Amã e a embaixada dos EUA.

Os homens detidos disseram que obedeciam a ordens de Abu Musab al-Zarqawi, jordaniano que Washington acusa de ser um alto colaborador da Al Qaeda e mentor de grandes atentados terroristas no Iraque. O chefe da célula terrorista é Azmi Jayousi, que aparece no vídeo contando que conheceu Zarqawi durante seu treinamento em um campo da Al Qaeda no Afeganistão e que o encontrou novamente no Iraque. 

Fontes de segurança disseram que a Al Qaeda planejava punir a Jordânia pelo apoio dado à política americana para pacificação do Iraque pós-guerra e que a rede extremista ficou enfurecida com a ajuda secreta que Amã deu à campanha militar.

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