A mensagem, cuja autenticidade não pôde ser aferida, diz que os hotéis na Jordânia eram usados como base "para lançar uma guerra contra o islamismo".
A declaração foi feita após centenas de pessoas terem ido às ruas da capital Amã para protestar contra os ataques.
Muitos gritavam frases contra a Al-Qaeda, e outros foram fazer vigília nos três hotéis onde ocorreram as explosões.
Uma correspondente da BBC em Amã, John Leyne, diz que a Al-Qaeda se sentiu acuada por essa resposta da população jordaniana.
Segundo Leyne, muitos jordanianos tinham uma certa simpatia pelos rebeldes no Iraque e pelo militante Abu Musab al-Zaqwi.
Mas eles não conseguem entender o motivo pelo qual um casamento foi atacado e o fato de que muitas das vítimas eram de origem palestina.
Na quinta-feira, o rei da Jordânia, Abudllah 2º, disse que sua nação "não está com medo" e não será forçada a mudar suas políticas após os atentados.
- Esses atos não nos farão abandonar nosso papel em combater o terrorismo em todas as suas formas, disse Abdullah 2º em um discurso transmitido pela TV.
O rei prometeu ainda que a Jordânia encontrará os responsáveis pelos atentados em qualquer lugar que eles estejam do mundo.
Ele pediu ainda uma estratégia global para o combate ao terrorismo.