Membros da rede Al Qaeda exibiram imagens de um refém norte-americano vendado e prometeram matá-lo se o governo da Arábia Saudita não libertar vários ativistas dentro de 72 horas.
"Meu nome é Paul Marshal Johnson e sou cidadão dos EUA", afirmou uma voz fraca com sotaque norte-americano, em uma gravação divulgada nas última horas desta terça-feira por um site islâmico. "Trabalho com helicópteros Apache."
A ameaça de matar Johnson, que acontece depois de vários atentados suicidas e ataques ocorridos nas últimas seis semanas, significa um passo adiante na luta da Al Qaeda para derrubar a monarquia saudita pró-EUA e expulsar os ocidentais do país, o maior exportador de petróleo do mundo.
"Se os tiranos do governo saudita desejam garantir a libertação do refém norte-americano, eles precisam libertar nossos mujahideen mantidos reféns em suas prisões. Eles têm 72 horas a contar de hoje (terça-feira) para fazer isso, senão o sacrificaremos," afirmou a rede em um comunicado divulgado pelo site Sawt al Jihad.
O comunicado, datado de terça-feira, foi assinado pela Organização Al Qaeda na Península Arábica. O site divulgou mensagens semelhantes no passado.
No último sábado, a rede, comandada por Osama bin Laden, afirmou ter sequestrado Johnson, um engenheiro norte-americano e o primeiro ocidental sequestrado em meio a uma onda de ataques dos ativistas no reinado, iniciada mais de dois anos atrás.
O grupo também assumiu a responsabilidade pela morte do norte-americano Kenneth Scroggs, que recebeu um tiro ao parar o carro em sua casa. O assessor da Arábia Saudita para assuntos externos, Adel Al Jubeir, disse à rede de TV CNN que seu governo analisava a situação e que estava consultando os norte-americanos para determinar que medidas adotar.
Uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a superpotência usará todos os meios possíveis para garantir a libertação de Johnson, em cooperação com o governo saudita.