Os professores da rede estadual de Alagoas entraram em greve pela segunda vez este ano. A paralisação prejudica 250 mil alunos e suspende as atividades de 10 mil profissionais da área de educação, entre professores e técnicos.
De acordo com a vice-presidente do sindicato dos trabalhadores da educação (Sinteal), Célia Capistrano, o governo se recusa a dar reajuste entre 0,6 e 38%, pedido pelos trabalhadores do nível médio e licenciatura curta. "As outras categorias da educação estão solidárias conosco. As negociações não fecham. A database venceu em maio e até hoje não tivemos resposta do governo. A base chegou ao limite", disse a vice-presidente do Sinteal.
O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) não se pronunciou sobre a greve. Ele está em Brasília acompanhando o processo que vai definir a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Além da educação, estão em greve há 40 dias, os policiais civis e os técnicos da saúde. Os policias querem aumento de 104%, os técnicos da saúde pedem 80%.