O canal Current passará a funcionar em agosto com uma programação que irá destacar os "pods" - clipes noticiosos sobre diversos assuntos, como moda e finanças. Cada vídeo poderá durar de 15 segundos a cinco minutos.
A emissora também vai incentivar que a audiência participe produzindo suas próprias reportagens, oferecendo um software de edição de vídeo e tutoriais no seu site na internet.
O próprio público escolherá os melhores vídeos para serem exibidos na TV.
"Diálogo"
O ex-vice-presidente americano, que será o diretor do canal, disse que quer "transformar a própria televisão", ao fazer com que o público "seja ouvido".
"Queremos dar a essa geração mais poder para que esses jovens se envolvam em um diálogo democrático e nos contem histórias que estão ocorrendo em suas vidas nos mais poderosos meios de comunicação de nosso tempo", disse Gore.
Mas o democrata de 57 anos, que saiu derrotado das eleições presidenciais de 2000 contra George W. Bush, afirmou que o novo canal de TV não será um palanque.
"Não temos a intenção de ser um canal democrata, um canal liberal ou uma versão para a televisão do Air America", disse, em referência à rede de rádio que defende posições alinhadas às do Partido Democrata.
Frustração
Gore afirmou ainda que o canal, que será baseado em San Francisco, será oferecido a pelo menos 19 milhões de assinantes de serviço a cabo.
Ele admitiu estar frustrado pela maneira como a televisão é tradicionalmente um meio "de mão única", dominado por grandes empresas. E atribuiu a criação do canal às novas tecnologias.
"Uma câmera convencional de US$ 100 mil agora pode ser substituída por um aparelho de alta definição que custa US$ 3 mil. E uma mesa de edição de US$ 250 mil pode dar lugar a um programa de computador de US$ 1 mil", afirmou.
"Uma equipe de cinco pessoas pode simplesmente se resumir a uma pessoa de 20 e poucos anos, com um equipamento do tamanho de uma bolsa."