Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Ajuste fiscal permanente

Segunda, 25 de Abril de 2011 às 10:36, por: CdB

O documento da bancada do PT sobre os 100 dias do governo Alckmin (veja), aponta que, apesar de rupturas pontuais com o governo José Serra, a atual gestão vai dar continuidade aos tradicionais cortes - que eles chamam de ajuste fiscal.
 
Ao todo, nos últimos dois meses, contigenciaram R$ 1,78 bi. Como? Através de cortes nos investimentos, manutenção de despesas com terceirizações e "arrocho salarial". Assim, foram cortados R$ 733 milhões (11,9%) dos repasses para investimentos das empresas públicas; R$ 732 milhões (6,9%) para investimentos; e R$ 315 milhões para o custeio. Em relação a gasto com pessoal, em comparação com  2010, neste primeiro trimestre de 2011, o gasto foi menor em R$ 278 milhões.

Entre as secretarias atingidas pelo contingenciamento do governador paulista estão Habitação (corte de aproximadamente R$ 200 milhões), Transportes Metropolitanos (menos R$ 830 milhões) e Transportes (menos R$ 300 milhões).

 

Tragédia anunciada

Vejam a tragédia anunciada na área de Transportes: mais de meio bilhão, ou seja, exatos R$ 519 milhões de repasses para as empresas estatais do setor foram cortados neste 1º ano de governo Alckmin. Só o Metrô teve corte de R$ 303 milhões, a CPTM de R$ 196 milhões e a EMTU, R$ 20 milhões.
 
Em relação às enchentes, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) simplesmente suspendeu o serviço de escavação, recolhimento e transporte dos dejetos que se acumulam no fundo do Rio Tietê. E o governo ainda cortou R$ 35 milhões da verba destinada à construção de novos piscinões.
 
Na área da habitação, tivemos o congelamento de R$ 142 milhões dos repasses para investimentos da CDHU. Já na educação, embora tenham crescido bem (112%) os recursos para o programa Escola da Família - o caro-chefe da propaganda da campanha Alckmin - tivemos uma queda de 66% na expansão das FATECs e a perda de quase R$ 80 milhões no ensino técnico.

Vejam a que preço conseguem economia.

 

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