Soldados paquistaneses tentavam nesa sexta-feira levar ajuda a dezenas de milhares de sobreviventes nas remotas montanhas do sudoeste do país, onde cerca de 215 pessoas foram mortas por um terremoto de quarta-feira.
O sismo de magnitude 6,4 atingiu o Baluchistão, maior e mais pobre província do país. A área mais atingida foi Ziarat, um pitoresco vale que é um dos principais destinos turísticos da região.
O administrador local, Dilawar Khan, disse que mais de 45 mil moradores do vale foram atingidos, mas que apenas 5 por cento recebeu ajuda dos soldados.
– Só 1.500 tendas foram distribuídas, e se o auxílio não chegar às pessoas a tempo, pode haver mais perdas – disse.
Numa época de noites geladas, as autoridades dizem que há grande necessidade de barracas e cobertores. Na sexta-feira, o governo disse que a Arábia Saudita ofereceu 100 milhões de dólares em ajuda aos sobreviventes.
O terremoto ocorreu pouco mais de três anos depois do tremor de magnitude 7,6 que atingiu as montanhas do norte do país, matando 73 mil pessoas. No ano passado, as piores enchentes já registradas no Baluchistão deixaram centenas de mortos.
A maioria da população do vale passou a segunda noite consecutiva ao relento, seja por ter tido suas casas destruídas, ou por medo dos tremores secundários - já foram 75, alguns quase tão fortes quanto o sismo original.
O terremoto destruiu cerca de 1.500 casas de barro, e há quase 20 mil desabrigados. Deslizamentos interromperam estradas, complicando os trabalhos de busca e assistência.
Ajuda chega lentamente a vítimas de terremoto no Paquistão
Sexta, 31 de Outubro de 2008 às 08:36, por: CdB