Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Ajuda às montadoras tem trânsito difícil no Congresso dos EUA

Quarta, 10 de Dezembro de 2008 às 10:04, por: CdB

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, reunida nesta quarta-feira, estava pronta a aprovar o pacote de US$ 15 bilhões às montadoras do país, mas o plano pode enfrentar obstáculos no Senado. A Casa Branca e os democratas do Congresso correram para finalizar um acordo preliminar na noite de terça-feira sobre as condições para fornecer empréstimos a juros baixos às montadoras, em uma tentativa de evitar um colapso da indústria caso uma ou mais das três grandes empresas de Detroit venham a falir.

– O trabalho duro bipartidário deu resultados. Eu entendo que um acordo foi alcançado – disse o senador democrata Carl Levin, de Michigan, região das três grandes montadoras do país, General Motors, Ford Motor e Chrysler.

Uma autoridade do governo de George W. Bush disse que os negociadores resolveram uma das principais preocupações da Casa Branca: Que as empresas que receberem a ajuda obtenham as concessões necessárias e façam mudanças para garantir que podem sobreviver e competir. Além de fornecer empréstimos, a proposta forçará as montadoras a responderem a um fiscal apontado pelo governo - chamado de "czar" dos veículos - e fará do governo o maior acionista das empresas. O "czar" terá poderes para desenhar uma reestruturação das empresas.

Reação negativa

Apesar da decisão política e aprovar a ajuda às montadoras norte-americanas, as Bolsas européias operavam em baixa nesta quarta-feira, com as perdas registradas nas ações nos setores de tecnologia e químico. A notícia do apoio ao setor automobilístico não evitou que os investidores vendessem papéis, ficando com os lucros acumulados nas três últimas sessões. Nas Bolsas da Ásia e região, porém, o dia foi de ganhos.

Às 8h25 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em baixa de 0,61% no índice FTSE 100, indo para 4.354,60 pontos; a Bolsa de Paris caía 0,74% no índice CAC 40, indo para 3.272,86 pontos; a Bolsa de Frankfurt tinha ligeira variação negativa de 0,06% no índice DAX, operando com 4.776,32 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha baixa de 0,41% no índice AEX General, que estava com 252,36 pontos; a Bolsa de Zurique estava em baixa de 1,13%, com 5.779,45 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha baixa de 0,50% no índice MIBTel, que ia para 15.143 pontos.

Na Ásia e região, a Bolsa de Tóquio encerrou o dia com ganho de 3,15%, aos 8.660,24 pontos, no índice Nikkei 255. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 5,59%, para 15.577,74 pontos. Já o Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul) registrou alta de 3,62%. Em Xangai (China), o índice Shanghai Composite subiu 2,03%.

Crítica

Presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama criticou duramente as administrações das empresas, em entrevista concedida em Chicago.

– Devemos ter uma indústria automotiva que compreenda que não pode continuar trabalhando da mesma maneira. Se os diretores atualmente em função não entenderem a emergência da situação e não quiserem fazer escolhas difíceis e se adaptar às novas circunstâncias, então deverão se afastar – afirmou.

Permitir a falência das três maiores montadoras de veículos dos EUA (Chevrolet, Chrisler e Ford), para o presidente eleito, "não é uma opção".

– Eu não acho que é uma opção simplesmente deixar que entre em colapso. O que nós temos que fazer é dar ao setor assistência, mas essa assistência é condicionada a significativos ajustes. Eles terão que reestruturar (o setor) – afirmou.

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