Caso o impasse continue, TRT julgará o movimento a partir das 18h
Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual
Publicado em 02/06/2011, 13:50
Última atualização às 13:49
São Paulo – Terminou sem acordo a audiência entre sindicatos dos ferroviários e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, nesta quinta-feira (2). A proposta do TRT foi de que os ferroviários suspendessem a greve, voltando ao trabalho até que as negociações terminem, mas os sindicalistas não aceitaram. Uma assembleia está marcada para as 17h.
Com isso, as linhas 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí), 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra), 11-Coral (Luz-Estudantes), 12-Safira (Brás-Calmon Viana), 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi) e 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) devem seguir paralisadas. Em assembleias na quarta-feira (1º), os trabalhadores decidiram paralisar todas as linhas de trens metropolitanos, que atendem a cerca de 2,4 milhões de passageiros por dia.
Eles pedem aumento real de 5%, além de vale-refeição de R$ 19 por dia e implantação de um novo plano de carreira. A CPTM ofereceu reajuste de 3,27% e vale-refeição de R$ 18, além de licença-maternidade de 180 dias.
Mais cedo, os ferroviários se encontraram com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, em reunião no TRT, sem sucesso. O relator do processo, desembargador Davi Furtado Meirelles, fixou multa de R$ 200 mil por dia, caso a determinação de 90% do contingente em horário de pico não seja cumprida.
Caso a greve permaneça, o dissídio de greve será julgado ainda nesta quinta pelo TRT, às 18h.