Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ainda na estratosfera, juros para famílias caem e inadimplência estabiliza

Sexta, 26 de Setembro de 2014 às 09:38, por: CdB
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Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia

A taxa de juros para as famílias chegou a 43,1% ao ano, em agosto, com redução de 0,1 ponto percentual, em relação a julho. Essa foi a primeira queda, deste ano, na taxa de juros para pessoas físicas registrada nos dados do Banco Central (BC). Para as empresas, também houve queda (0,3 ponto percentual), com taxa em 22,8% ao ano.

Esses dados são do crédito com recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros para as empresas caiu 0,2 ponto percentual e 0,1 ponto percentual para as famílias e ficou 8% e em 8,1% ao ano, respectivamente.

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,864 trilhões em agosto, com alta de 1% no mês e de 11,1% em 12 meses. Esse saldo correspondeu a 56,8% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, com alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho. A inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) ficou estável em 6,6% para as famílias e subiu 0,1 ponto percentual para as empresas (3,6%).

Inadimplência

A inadimplência ficou estável em 0,5% para as empresas e em 1,8% para as famílias, igual ao patamar visto em julho, segundo relatório do BC, nesta sexta-feira. No período, o spread bancário ficou em 21,2 pontos percentuais também neste segmento, abaixo dos 21,4 pontos percentuais vistos em julho.

O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil subiu 1% em agosto ante julho, chegando a 2,864 trilhões de reais, ou 56,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

Confiança

Em um novo relatório, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta manhã, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) acelerou a queda a 8,7% na média do trimestre finalizado em setembro sobre o mesmo período do ano anterior, atingindo 112,7 pontos. No resultado anterior, sobre o período de três meses encerrados em agosto, o indicador teve queda de 7,3%.

"O resultado da Sondagem do Comércio em setembro capta certa frustração do setor com a evolução das vendas ao longo do terceiro trimestre", disse o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr., em nota.

Segundo Campelo Jr., a avaliação no comércio é de que a o nível da demanda é muito desfavorável, e as expectativas para o final do ano continuam sendo menos otimistas do que no mesmo período de 2013. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 15,9% no período de três meses até setembro sobre o mesmo período do ano passado, para 79,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) registrou queda de 4,2%, para 145,9 pontos.

A FGV informou ainda que a confiança do setor de Varejo Restrito teve queda de 7,5% no trimestre concluído em setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Já no Varejo Ampliado, que inclui também veículos, motos e peças e material para construção, a confiança recuou 8,7%, enquanto no Atacado houve perda de 8,4% no trimestre até setembro.

As vendas varejistas brasileiras iniciaram o terceiro trimestre com intensidade de retração não vista em quase seis anos ao recuarem 1,1% em julho, em mais um sinal de que a economia ainda tinha dificuldades para se recuperar depois de entrar em recessão no primeiro semestre.

 
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