Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

"Ainda há muito o que fazer", dizem americanos e britânicos

Quarta, 09 de Abril de 2003 às 15:57, por: CdB

Líderes britânicos e americanos reagiram com cautela à tomada de Bagdá pelas forças da coalizão e insistiram que "ainda há muito o que fazer". Não havia previsão de que o presidente dos EUA, George W. Bush, aparecesse nesta quarta-feira em público. A Casa Branca informou que Bush ainda não estava pronto para declarar a vitória dos EUA e, nesse sentido, vai se guiar pelas recomendações do Departamento de Defesa (Pentágono). "Creio que o presidente declarará a vitória quando for o momento oportuno", disse o porta-voz do governo, Ari Fleischer. Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, evitou fazer qualquer declaração triunfalista ao comentar a entrada das tropas americanas em Bagdá. Ele frisou que a guerra não terminou e persiste uma intensa resistência no seio da administração iraquiana. "Este conflito não acabou", alertou Blair. "É difícil, neste momento, saber o que resta da administração de alto nível do regime de Saddam Hussein", relatou ele durante a tradicional sessão semanal de perguntas na Câmara dos Comuns. "Faltam ainda coisas por fazer e atualmente há uma intensa resistência, não muito grande entre a população, mas entre diversos setores do regime de Saddam que querem aferrar-se ao poder. Portanto, isto não terminou". Mas um porta-voz do governo britânico disse que Blair ficou "encantado" com a euforia mostrada pelo povo iraquiano quando as tropas americanas chegaram ao coração de Bagdá. Líderes do Congresso que se reuniram com Bush no café da manhã disseram que a conversa se concentrou no Iraque. Eles descreveram Bush como alegre e também tentando "baixar as expectativas". Não houve sinal de celebração na Casa Branca. Fleischer descreveu o entusiasmo de iraquianos recebendo as tropas em Bagdá como "notícia maravilhosa" e "momento histórico", mas preveniu os americanos contra o excesso de entusiasmo. "Eles a derrubaram." Assim reagiu, com júbilo, o presidente dos EUA, George W. Bush, ao assistir à destruição da estátua do líder do Iraque, Saddam Hussein, em Bagdá, pela população e forças americanas, segundo o relato de Fleischer. O porta-voz frisou que Bush queria destacar que as cenas vistas na TV em partes de Bagdá são apenas isso, "uma parte de Bagdá". Outras áreas na cidade e lugares no país continuam sendo de risco para as tropas dos EUA, disse Fleischer.

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