Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

AIEA quer fiscalização internacional em reatores

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukia Amano, propôs a adoção de um sistema internacional de fiscalização de reatores no mundo todo, o que poderia contribuir para que não se repita uma crise como a de Fukushima, no Japão. A ideia, no entanto, deve enfrentar resistência por parte de países preocupados com ingerências externas.

Terça, 21 de Junho de 2011 às 10:36, por: CdB
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O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukia Amano, propôs a adoção de um sistema internacional de fiscalização de reatores no mundo todo, o que poderia contribuir para que não se repita uma crise como a de Fukushima (Japão). A ideia, no entanto, deve enfrentar resistência por parte de países preocupados com ingerências externas. – A confiança pública na segurança da energia nuclear foi seriamente abalada –, disse Amano. – É imperativo que as medidas de segurança mais estritas sejam implementadas em todos os lugares. Países com energia nuclear deveriam concordar com avaliações sistemáticas e periódicas por parte de seus pares na AIEA. Amano exortou os países a efetuarem avaliações de risco em suas usinas atômicas no prazo de 18 meses. Ele disse que 10% dos 440 reatores do mundo podem ser verificados de forma aleatória durante um período de três anos, e sugeriu que as empresas de energia deveriam ajudar a pagar a conta. Ele disse que continuaria cabendo aos governos nacionais a responsabilidade principal de avaliar se os seus reatores poderiam suportar vários cenários de crise. Mas ele também deixou claro que deseja um papel maior para a AIEA. Suas propostas - que visam a garantir que as usinas nucleares possam resistir a eventos extremos, como o terremoto e tsunami que danificaram Fukushima - devem causar polêmica junto a governos que desejam manter a questão de segurança rigidamente no âmbito nacional.  A crise do Japão levou a uma revisão global da política energética. A Alemanha decidiu fechar todos os seus reatores até 2022, e os italianos votaram por proibir a energia atômica nas próximas décadas. A Rússia quer tornar obrigatórios os padrões de segurança da AIEA, enquanto a França também defende medidas globais mais rígidas. Mas muitos outros países estão céticos, destacando o papel das autoridades nacionais. Atualmente não existem normas internacionais obrigatórias de segurança nuclear - apenas recomendações da AIEA, por cuja execução as autoridades reguladoras nacionais são responsáveis. A agência da ONU realiza missões de avaliação, mas apenas a convite de um Estado membro. Amano não deu detalhes de como as avaliações internacionais seriam realizadas. Normalmente, os especialistas falam em "testes de estresse", com simulações teóricas e práticas de como os sistemas de uma usina responderiam a várias situações extremas, tais como terremotos.
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