Agência Internacional de Energia Atômica foi notificada sobre o acidente na usina de Fukushima Daichi no domingo; governo ordenou evacuação em raio de até 20km do local.
Zona de evacuação
As Nações Unidas ofereceram ajuda técnica ao Japão, caso o país precise, após a explosão de um reator nuclear na usina de Fukushima Daichi, neste domingo.
O acidente foi comunicado à Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, imediatamente. Pelo menos quatro funcionários ficaram feridos.
Epicentro
Nesta segunda-feira, a Aiea informou que um terceiro reator sofreu uma explosão de hidrogênio às 11 h da manhã, horário local.
Horas após o terremoto, na sexta-feira, a Agência de Segurança Nuclear japonesa havia comunicado que as quatro usinas localizadas perto do epicentro estavam fora de risco.
Mas um novo tremor levou à explosão do primeiro reator no domingo. O governo ordenou a evacuação de todos os moradores de um raio de até 20km de distância da usina.
Reatores
O encarregado-sênior de Segurança Nuclear da Aiea, José Bastos, disse à Rádio ONU de Viena, que o que está ocorrendo no Japão não tem nenhuma semelhança com o acidente nuclear de Tchernobil.
"Os reatores de Fukushima são reatores com desenho completamente diferente do reator de Tchernobil. Não se espera o mesmo tipo de acidente que aconteceu em Tchernobil. E quando se fala em acidente, esse acidente não está acontecendo dentro do núcleo do reator como foi o caso em Tchernobil. A explosão que ocorreu foi devido à concentração de hidrogênio dentro do prédio do reator, mas fora do núcleo do reator", explicou.
Segundo agências de notícias, pelo menos seis pessoas teriam sido contaminadas pela radiação. As autoridades distribuíram comprimidos de iodo para ajudar a proteger os moradores.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que o tsunami é a pior crise já vivida pelo Japão desde a Segunda Guerra Mundial.
O terremoto que atingiu o nordeste do país na sexta-feira registrou 8,9 graus na escala Richter, e foi seguido por um tsunami. Estima-se que milhares de pessoas podem ter morrido.
Até o momento, já foram confirmadas 1,8 mil vítimas fatais. Mas segundo a mídia local, 2 mil corpos teriam sido resgatados na cidade costeira de Miyagi, nesta segunda-feira.