Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

AIEA não discute Caso Irã na ONU

Quarta, 14 de Setembro de 2005 às 08:18, por: CdB

O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) teme que seja errado levar o caso do Irã ao Conselho de Segurança, que poderia impor sanções econômicas. Em vez disso, ele quer dar a Teerã uma última chance de se adequar às regras, disseram diplomatas na quarta-feira.

A direção da AIEA se reúne a partir de segunda-feira tendo como principal tema uma proposta dos Estados Unidos e da União Européia para levar o caso iraniano ao Conselho de Segurança da ONU. Europeus e norte-americanos suspeitam que o Irã desenvolva armas nucleares, o que a República Islâmica nega.

- Tudo aponta para a direção da necessidade de mais tempo. Então seria bom para todos dar umas três ou quatro semanas a mais - disse um importante diplomata ligado à agência, sob condição de anonimato.

Os três principais países da União Européia - França, Grã-Bretanha e Alemanha - se juntaram a Washington para apoiar a intervenção do Conselho de Segurança, depois que Teerã retomou, em agosto, atividades estratégicas na sua usina de processamento de urânio de Isfahan. O trabalho havia sido suspenso graças a um acordo firmado em novembro entre Irã e UE.

O Irã diz que seu programa nuclear se destina apenas à geração de energia pacífica e se queixa da pressão ocidental para abandoná-lo.

O diplomata disse que o diretor da AIEA, Mohammed El Baradei, sugeriu à secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que a direção do órgão poderia impor um prazo para que o Irã suspenda novamente as atividades estratégicas com o combustível nuclear e ajude a ONU a resolver questões importantes sobre o programa atômico do país.

- Seria uma resolução da diretoria da AIEA que pediria ao Irã que não só voltasse à suspensão total como fornecesse a transparência e a cooperação solicitadas por El Baradei. Teria de ter um prazo.Está claro que todos estão buscando uma solução que evite o confronto. Isso daria o tempo necessário para chegar a um pacote com uma solução - disse o diplomata. 

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