Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

AIEA elogia cooperação do Irã contra proliferação

Terça, 02 de Março de 2004 às 19:03, por: CdB

O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) disse que o Irã melhorou sua cooperação contra a proliferação nuclear no mundo e previu que o país vai cumprir sua promessa de suspender o enriquecimento de urânio. "Olhando para o quadro geral, estamos claramente avançando na direção correta. Se você comparar com onde estávamos há um ano e onde estamos hoje, é uma diferença brutal", disse Mohamed ElBaradei a jornalistas em Bruxelas, uma semana antes de a diretoria da AIEA examinar o mais recente relatório dele sobre o Irã.

"Espero que no futuro - se o Irã continuar a cooperar e a nos dar todos os detalhes - possamos ver alguma luz no fim do túnel", afirmou.

ElBaradei disse que "a preocupação de proliferação nuclear número um" hoje é a Coréia do Norte, não o Irã, porque o regime comunista norte-coreano tem a capacidade de reprocessar plutônio para armas nucleares e se sente muito inseguro.

ElBaradei não quis especular sobre eventuais críticas dos 35 diretores da AIEA ao Irã na reunião que começa em 8 de março. Em seu relatório da semana passada, ele afirmou que o Irã não respondeu a várias questões importantes sobre seu programa nuclear, o que levou os Estados Unidos a dizerem que Teerã não comprovou ter abandonado suas ambições nesse campo.

O Irã, grande produtor de petróleo, afirma que seu programa nuclear é voltado exclusivamente para a geração de energia. ElBaradei afirmou que, embora haja algumas "más notícias" junto com "boas notícias" no seu relatório, ele espera que Teerã cumpra completamente a promessa feita na semana passada de suspender o enriquecimento de urânio. "Estamos no terreno no Irã e vamos verificar isso", disse.

Ele afirmou ainda que a AIEA pediu ao Paquistão que forneça amostras que permitam confirmar ou não a explicação iraniana segundo a qual traços de urânio enriquecido, encontrados em suas instalações nucleares estavam originalmente em equipamentos importados do Paquistão.

"Esta é realmente a questão mais importante ainda pendente no Irã, que realmente desperta a questão de se foram apenas contaminações na importação ou se se trata de material nuclear não-declarado".

O diretor da AIEA reservou elogios para Grã-Bretanha, França e Alemanha, cuja intensa atuação nos bastidores levou Teerã a aceitar a suspensão do enriquecimento de urânio. Em troca do acordo, o Irã pode receber tecnologia nuclear pacífica. 

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