A Anistia Internacional (AI) afirmou nesta segunda-feira, que a retórica do desenvolvimento, o crescimento e a forma de governo deve traduzir-se em medidas concretas para a região americana.
Em um comunicado emitido por ocasião da Cúpula Extraordinária das Américas, que acontecerá hoje e amanhã na cidade mexicana de Monterrey, a AI diz que "é essencial que a reunião atue além das meras declarações de intenções e idéias".
A Organização dos Estados Americanos adotou numerosas resoluções destinadas a impulsionar o respeito e a promoção dos direitos fundamentais e há importantes tratados e convenções internacionais e regionais que requerem que os Estados respeitem os direitos humanos, lembra a organização.
A AI, com sede em Londres, considera essencial que os chefes de Estado apóiem o trabalho do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A organização pede a facilitação a estes organismos de recursos significativos, regulares e financeiros para garantir o estrito cumprimento de suas recomendações e decisões.
A participação democrática da sociedade civil também deve ser institucionalizada dentro do processo da Cúpula das Américas.
A AI ressalta em seu comunicado que em anos recentes a região foi testemunha de abusos contínuos e sistemáticos dos direitos fundamentais de sua população.
A organização denuncia o aumento da pobreza, a corrupção generalizada dentro do sistema judicial, os abusos contra ativistas dos direitos humanos e o fracasso dos Governos a responder às solicitações de sua população.
- Os problemas da região não podem esperar mais, é hora de os chefes de Estado das Américas começarem a tomar medidas concretas para proteger seus cidadãos - afirma a AI.
AI pede medidas concretas na Cúpula Extraordinária das Américas
Segunda, 12 de Janeiro de 2004 às 08:27, por: CdB