Um dos ministros do governo iraniano afirmou, nesta terça-feira, que o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi vítima de uma tentativa de assassinar durante a cúpula da ONU sobre a crise dos alimentos, que ocorreu na Itália no começo do mês. As declarações estão na edição desta terça-feira do diário iraniano Etemad-e Melli. O anúncio ocorre apenas alguns dias depois de Ahmadinejad, que frequentemente ataca o Ocidente, acusar os Estados Unidos e seus aliados de tentar sequestrar e matá-lo durante uma visita ao Iraque, em março.
Segundo o ministro Ali Zabihi, as políticas conduzidas por Ahmadinejad desde sua eleição, em 2005, ameaçam os "interesses ilegítimos" de muitos poderes internacionais e de círculos nacionais.
- Portanto, eles estão pensando em derrubá-lo ou assassiná-lo - disse Zabihi ao jornal, na cidade de Tabriz.
Zabihi acrescentou que a tentativa de sequestro em Bagdá e a de assassinato em Roma fazem parte do mesmo plano.
- Ambos foram abortados, com a ajuda de deus - disse, sem dar mais detalhes.
Os críticos perguntam por que o governo não lançou um protesto ofical contra as supostas tentativas de assassinato. Um militar norte-americano em Bagdá disse não saber de nenhuma ameaça contra Ahmadinejad durante sua visita.