Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Ahmadinejad, em meio às críticas mundiais, agora denuncia "limpeza étnica" na Palestina

Em meio a uma polêmica mundial, o presidente do Irã agora acusa Israel de promover "ações brutais" e "limpeza étnica" contra os palestinos, dois dias após ter denunciado o Estado judeu como racista durante um encontro nas Nações Unidas sobre racismo. Mahmoud Ahmadinejad disse em uma conferência em Teerã que Israel cometeu "genocídio e crimes de guerra" em Gaza e que os "criminosos" israelenses deveriam ser levados à Justiça pela guerra na costa palestina em janeiro.(Leia Mais)

Quarta, 22 de Abril de 2009 às 07:04, por: CdB

Em meio a uma polêmica mundial, o presidente do Irã agora acusa Israel de promover "ações brutais" e "limpeza étnica" contra os palestinos, dois dias após ter denunciado o Estado judeu como racista durante um encontro nas Nações Unidas sobre racismo. Mahmoud Ahmadinejad disse nesta quarta-feira, em uma conferência em Teerã, que Israel cometeu "genocídio e crimes de guerra" em Gaza e que os "criminosos" israelenses deveriam ser levados à Justiça pela guerra na costa palestina em janeiro.

Ele disse que o Irã, arqui-inimigo de Israel, entrou com pedidos de prisão contra 25 "criminosos de guerra sionistas" à Interpol. O país frequentemente refere-se a Israel como um "regime sionista". O Irã já anunciou previamente que levou o processo à Interpol.

– (Eles) devem ser presos para se responsabilizar por toda a sua brutalidade – disse Ahmadinejad em um encontro de promotores públicos de países islâmicos em um discurso transmitido ao vivo de uma emissora estatal de televisão.

– A República Islâmica do Irã (...) espera que esta organização cumpra seus deveres legais – disse em comentários traduzidos pela TV em língua inglesa do Irã.

– O cerco e o assassinato em massa dos palestinos em Gaza e a limpeza étnica em outras áreas ocupadas são todos considerados como outros crimes cometidos pelo regime sionista – acrescentou Ahmadinejad.

Em uma conferência das Nações Unidas sobre racismo na segunda-feira, o presidente iraniano, que no passado levantou dúvidas sobre o holocausto nazista, denunciou Israel como um "governo totalmente racista" que tira vantagens "sob o pretexto do sofrimento dos judeus".

As observações de Ahmadinejad levaram não somente os países europeus o boicote a conferência em sinal de desaprovação, como também arrancou aplausos de delegações islâmicas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na terça-feira condenou seus comentários como "espantosos e censuráveis".

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