Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Ahmadinejad alerta rivais sobre fracasso de seus planos

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, alertou na sexta-feira seus rivais políticos de que seus esforços para promover divergências entre ele e o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, não darão em nada. A reeleição de Ahmadinejad, em 12 de junho, mergulhou o país na sua pior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979, expondo profundas divisões dentro do regime.(Leia Mais)

Sexta, 31 de Julho de 2009 às 08:42, por: CdB

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, alertou na sexta-feira seus rivais políticos de que seus esforços para promover divergências entre ele e o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, não darão em nada. A reeleição de Ahmadinejad, em 12 de junho, mergulhou o país na sua pior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979, expondo profundas divisões dentro do regime.

Além do descontentamento popular e da fúria dos reformistas contra supostas fraudes eleitorais, Ahmadinejad enfrenta também críticas de aliados, e perdeu dois ministros radicais por ter tentado desafiar o veto de Khamenei ao vice-presidente escolhido pelo presidente.

Mas Ahmadinejad negou quaisquer divergências entre os líderes.

– Não se trata de uma relação política ... Nossa relação se baseia na delicadeza. É como uma relação de pai e filho – disse o presidente em discurso na cidade sagrada xiita de Mashhad.

– Seus esforços não frutificarão. Esta estrada está fechada para esses demônios que sonham em ferir nossa relação. Seu sonho será sepultado junto com eles – afirmou o presidente.

Khamenei ratificou o resultado da eleição presidencial, mas reagiu firmemente quando Ahmadinejad nomeou Esfandiar Rahim-Mashaie como seu vice. Mashaie havia provocado polêmica ao declarar que o Irã não era inimigo do povo israelense, e sim do seu governo.

Pelo sistema clerical do Irã, a palavra de Khamenei tem valor absoluto, mas durante uma semana Ahmadinejad ignorou a ordem para demitir seu vice. A relutância gerou críticas da imprensa conservadora e do presidente do principal órgão legislativo iraniano, o clérigo Ahmad Jannati.

– Tais nomeações (como a de Mashaie) ferem seus apoiadores ... Uma posição-chave não deve ser confiada a uma pessoa que não é respeitada – disse Jannati a fiéis na Universidade de Teerã, num sermão transmitido pela rádio pública.

Mas Jannati disse que o Parlamento tem obrigação de ajudar Ahmadinejad a formar seu gabinete, depois da eleição "mais saudável" desde a revolução. O clérigo sugeriu também que o candidato derrotado Mirhossein Mousavi, da ala moderada, deveria ser processado por fomentar a instabilidade.

– Você está por trás desses distúrbios. Você é o responsável pelo derramamento de sangue. Cedo ou tarde, será punido por seus atos ilegais e antiislâmicos – afirmou.

A imprensa iraniana diz que 20 manifestantes morreram desde a eleição. Mousavi acusa as autoridades de matarem seus seguidores, e diz que não permitirá que "o sangue deles seja pisoteado".

Grupos de direitos humanos dizem que centenas de ativistas, inclusive políticos, jornalistas e advogados, foram detidos desde junho. Os reformistas exigem sua libertação imediata.

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