Inundações com altura de um andar começaram a baixar lentamente no sábado na cidade industrial de Wuzhou, no sul da China, com o número de mortes por enchentes e deslizamentos de terra atingindo 567 no ano. Outras 165 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo a mídia estatal.
Chuvas torrenciais levaram rios a sair de seus leitos e provocaram deslizamentos de terra, matando ao menos 124 pessoas e deixando 69 desaparecidas somente na última semana, segundo a agência de notícias Xinhua.
Em Wuzhou, na região de Guangxi, ao sul do país, casas nas margens do rio Xijiang ficaram submersas até os telhados. Na área central da cidade, os moradores tiveram que levar comida e outros produtos essenciais para os andares mais altos das moradias para evitar as perdas.
O transporte nas ruas estreitas era feito em tubulações, camas viradas e portas transformados em balsas improvisadas, com algumas pessoas com sorte suficiente para ter um barco a remo funcionando como balsa.
Outros faziam negócios vendendo legumes e verduras nos barcos, com os moradores de andares mais altos jogando para baixo cordas para que os mascates prendessem suas mercadorias.
O presidente Hu Jintao pediu aos governos para "estarem conscientes do serviço" que têm a fazer no combate às enchentes que atingem o sul do país. Mas inundações e secas são um fato da vida para a maioria da China, matando centenas todos os verões.
"Até agora, neste ano, as perdas têm sido maiores que a média, mas ainda abaixo dos números de 1991 e de 1998", disse uma fonte do Ministério de Assuntos Civis ao jornal China Daily.
Mais de 1,5 milhão de pessoas foram retiradas de suas casas em seis províncias do sul, onde as enchentes da semana provocaram mais de 13,3 bilhões de yuans (1,6 bilhão de dólares) em perdas diretas e inundaram grandes áreas de plantações, segundo a TV estatal.