Engenheiros militares dos EUA e operários iraquianos já restabeleceram cerca de 60% do fornecimento normal de água e energia em Bagdá, e dentro de duas semanas o trabalho deve estar completo. O general-de-brigada Steve Hawkins, do corpo de engenheiros militares, disse a jornalistas em Bagdá neste sábado que grande parte do restabelecimento da infra-estrutura depende da volta de operários iraquianos ao trabalho. - Vai levar uma ou duas semanas para que tudo volte. Nossa estimativa é que 60 a 65 por cento das pessoas estejam recebendo água, porque há vazamentos nas tubulações da rede -, afirmou Hawkins, segundo quem as estações de bombeamento de água já estão todas operando. De acordo com ele, Bagdá já sofria falta de água e luz antes da guerra. Autoridades disseram ainda que mais da metade da gasolina necessária no Iraque está sendo suprida pela refinaria Baiji, no norte, e pela Doura, em Bagdá. O general disse que na semana que vem a refinaria de Basra também deve voltar a produzir. Caso contrário, o Iraque vai importar combustível do Kuweit e de outros países do Golfo Pérsico. Hawkins e outros militares que participam do trabalho de reconstrução admitiram que a segurança em Bagdá continua precária, e que a falta de comunicações é um problema tanto para os militares quanto para os administradores civis nomeados por Washington. O general Carls Stock, que também trabalha nas obras de reconstrução, disse que o governo dos EUA percebeu a necessidade de esclarecer quem está no comando da cidade. Um ex-exilado, Mohammed Mohsen Zubaidi, diz ter sido eleito prefeito por seus concidadãos, mas as autoridades norte-americanas não reconhecem sua autoridade. Muitos iraquianos reclamam que, na qualidade de potência ocupante, os EUA não se empenharam em restabelecer os serviços básicos e garantir a segurança na capital desde a derrubada do regime de Saddam Hussein.
Água e luz voltaram a 60% do normal em Bagdá
Sábado, 26 de Abril de 2003 às 07:13, por: CdB