No último ano, quase 17 mil quilos de embalagens de agrotóxicos deixaram de ser jogadas no meio ambiente no Estado do Rio de Janeiro. O recolhimento desse material em 2007 foi 78,2% maior do que no ano anterior. Os dados são do Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), que também constatou que o Rio é o segundo maior estado em volume de incremento na devolução dessas embalagens no país.
As informações refletem o trabalho de conscientização junto ao agricultor, desenvolvido pela Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal da secretaria de Agricultura do Estado. A mudança no comportamento dos produtores, aliada ao aumento do número de revendas que disponibilizam postos para o recolhimento das embalagens vazias, também foram fundamentais.
Índices tão positivos no combate à agressão ambiental e à saúde dos seres vivos, na avaliação do engenheiro agrônomo e coordenador Setorial de Controle de Agrotóxico da secretaria, Leonardo Vicente, se devem ao engajamento de todos os elos da cadeia visando lavouras mais limpas.
– Produtores, distribuidores, cooperativas, indústrias e o poder-público estão unidos nesse processo. Além disso, há todo um trabalho de conscientização e fiscalização dos agricultores feito pela secretaria de Agricultura – explica Leonardo.
A Defesa Sanitária Vegetal do Estado tem intensificado as ações, divulgando a importância dessa iniciativa e a fiscalização na devolução das embalagens vazias, evitando que esse material seja abandonado nas lavouras e venha contaminar rios, solo e pessoas.
Entre as ações previstas está a campanha Dia do Campo Limpo, que será realizada no dia 8 de março na Região Serrana. Nesta data serão instalados 17 pontos volantes para recolhimento das embalagens vazias de agrotóxico. Os produtores devem levar até os postos as embalagens não laváveis separadamente daquelas que são laváveis (vasilhames). Estas últimas deverão passar por uma tríplice lavagem antes de serem entregues. Os agricultores receberão recibos pela devolução do material.
– Esta é uma maneira de mobilizar todos os envolvidos neste processo. Nossa expectativa é que sejam recolhidos 1.500 quilos de embalagens. Para divulgar a campanha distribuímos convites nas escolas, colocamos faixas e cartazes nos mercados da região e em revendedores de produtos agrotóxicos, informa o coordenador de Controle de Agrotóxico da secretaria.
Após recolhidas, as embalagens são separadas, prensadas e retiradas pelos fabricantes, que dão o destino ambientalmente adequado, como a reciclagem controlada ou a incineração. Os agrotóxicos devem ser utilizados sob a recomendação de técnicos e adquiridos com receituário agronômico, emitido por profissional habilitado.
Agricultores recolhem 17 mil quilos de embalanges vazias
Segunda, 03 de Março de 2008 às 06:13, por: CdB