Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Agressores de doméstica teriam antecedentes

Quarta, 27 de Junho de 2007 às 07:42, por: CdB

A agressão contra a empregada doméstica Sirlei de Carvalho não foi o primeiro ato violento dos jovens que vivem na Barra da Tijuca acusados de espancá-la. Vizinhos e porteiros do Edifício Palm Springs, onde Rubens Arruda e Leonardo Andrade, dois dos agressores, moram, contam que eles e seus amigos costumam humilhar e aterrorizar pessoas quando voltam das festas, de madrugada.

Segundo declarações, os rapazes jogam latas de cerveja quando passam de carro perto dos pontos de ônibus e passeiam com o corpo para fora do veículo ofendendo trabalhadores que chegam ao emprego antes de o dia clarear. De acordo com os moradores, os rapazes também fazem "pegas".

Um funcionário do Califórnia Park, onde Felippe Nery mora, disse que há pouco menos de um ano o estudante e grupo de amigos arremessaram um coco em um trabalhador na avenida das Américas.

Rodrigo Bassalo, que se mudou do Long Beach, é apontado como o mais violento. Os quatro são muito mal vistos pelos funcionários dos prédios. - Felizmente eles foram presos - afirmou um porteiro do Califórnia Park. Júlio Junqueira, morador do Park Palace, é considerado o mais calmo pelos trabalhadores do prédio.

O presidente do condomínio Parque das Rosas, Odilon Andrade, disse que torce para que os agressores sejam punidos. Odilon teme que o condomínio seja estigmatizado depois do que aconteceu com a empregada. Prefere que os acusados sejam tratados como "moradores da Barra". - Espero que recebam a pena que merecem, para que depois não venham dizer que o pai tem dinheiro - declarou.

Uma vizinha de Rubens, que não quis se identificar, comparou o estudante aos assassinos do índio Galdino (queimado em Brasília, em 1997). Disse que a família o protege e que ele é mimado.

Duas horas antes de a empregada ser espancada, às 2h20 de sábado, o chaveiro Emanuel Alves, 38, foi agredido num ponto de ônibus próximo ao que Sirlei estava, o que confirma o relato dos vizinhos. Jovens em dois carros jogaram uma lata de cerveja e ovos no chaveiro.

A doméstica Vivianne Andrade da Silva ficou impressionada com o roubo. - Eles levaram até o guarda-chuva dela. A gente trabalha o mês inteiro para receber R$ 500 enquanto esses garotos gastam isso em um dia na boate - reclamou.

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