Lupi, Dilma, Gilberto Carvalho e Centrais Sindicais
Excelente a regulamentação que a presidenta Dilma Rousseff estabelece, hoje, da participação dos trabalhadores nos conselhos de administração de empresas públicas, de capital misto e controladas pela União, um leque que inclui, dentre outras, a Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
A presidenta assina a regulamentação no 1º encontro que mantém em seu governo, hoje, com os dirigentes das centrais de trabalhadores (defensoras dessa participação), no Palácio do Planalto. A lei a ser regulamentada foi sancionada no ano passado, pelo então presidente Lula.
A indicação de representantes de trabalhadores nas empresas estatais e mistas é um grande avanço e uma conquista do PT e das centrais sindicais. É a confirmação da posição de todos aqueles que veem as empresas como instituições e não apenas como propriedade de seus acionistas e/ou controladores.
Nós, partido e centrais sindicais, sempre tivemos a visão de que estas empresas têm que prestar contas à sociedade e têm em seus funcionários e trabalhadores empregados com direitos e não apenas deveres. No encontro de hoje com os sindicalistas, a presidenta Dilma deverá abordar, também, a questão da desoneração da folha de pagamento das empresas.
É outro item a que somos totalmente favoráveis, desde que governo-trabalhadores-empresários encontrem na discussão outra fonte ou meios que cubram a receita retirada por essa desoneração. Precisamos, urgentemente, desonerar pelo menos a micro e pequena empresa, as exportadoras e as que acertadamente invistam em inovação. Precisamos reduzir a carga tributária desses setores e inverter a lógica de nosso sistema tributário indireto e regressivo.