Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, batizada de Operação Shaolin, aponta o ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do DF, Agnelo Queiroz, como suspeito de desvio de verbas do Segundo Tempo, programa do Ministério. Segundo reportagem no sítio da revista Época, pertencente às Organizações Roberto Marinho, documentos obtidos pela polícia sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados a associações de kung fu de Brasília comprometeriam o petista.
– Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda e na linha de trás o ex-governador Joaquim Roriz – defendeu-se Agnelo.
A revista baseia sua reportagem em um depoimento “espontâneo” de Geraldo Nascimento Andrade, 25, morador de São Sebastião, na periferia de Brasília. Pobre, com dívidas na praça, incluindo títulos protestados no valor de R$ 66,4 mil e suspeito de estelionato, Geraldo depôs num sábado e disse à Polícia Civil, diante de um promotor auxiliar, haver pago às 20h30 de 8 de agosto de 2007, na cidade de Sobradinho, R$ 250 mil ao ex-ministro do Esporte, que, apesar dos seus quase 1,95m de altura, teria contado a quantia, cédula por cédula, no assoalho do carro.
Agnelo nega haver recebido dinheiro proveniente de associações. Diz não foi a Sobradinho naquele dia e ataca os investigadores.
– Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do DF que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles – conclui o ex-ministro.