Rio de Janeiro, 04 de Agosto de 2026

Agnelo defende medida que proibe anúncio de cigarro em evento esportivo

Segunda, 02 de Junho de 2003 às 16:58, por: CdB

Depois da aprovação da Medida Provisória 118, que estabelece normas para as campanhas de propagandas de cigarros em eventos esportivos internacionais no país, o Brasil aumentou a sua luta anti-tabagista. A nova lei, publicada no dia 3 de abril no Diário Oficial, foi aplicada com sucesso no Grande Prêmio de Fórmula I, realizado em São Paulo. É isso que o médico, especialista em cirurgia torácica e ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, vai explicar nesta terça-feira, à tarde, durante audiência pública conjunta das Comissões de Educação e Desporto e de Defesa do Consumidor da Deputados. A proibição total de propagandas de tabaco no automobilismo, segundo o ministro Agnelo Queiroz, só deve entrar em vigor, definitivamente, em 2006. O ministro vai mostrar aos parlamentares, o que aconteceria com o Brasil, caso durante o Grande Prêmio de F-1, em São Paulo, fosse proibida totalmente propaganda de cigarros, e quais são os ganhos do país com a realização da corrida. - A concessão dada ao Circo da Fórmula-1, no GP do Brasil, foi para que o Brasil perdesse o direito de sediar GPs. Com a MP 118 editada, os carros correram com as logomarcas de cigarro, mas ficou proibida a propaganda de tabaco em outros locais do circuito em São Paulo, e o Brasil continua como uma das sedes das corridas de Fórmula 1 - afirmou Agnelo Queiroz. Segundo o ministro, o ganho real do Brasil em propaganda anti-tabagista durante o GP no país, foi que a partir da MP 118 as tevês ficam obrigadas a veicular mensagens contra o cigarro em qualquer evento internacional patrocinado pela indústria tabagista. - No caso da Fórmula 1 temos dois comerciais e oito inserções em cada GP, o que resulta em 160 anúncios contra o cigarro em cada temporada. No GP de Mônaco, no último domingo, a propaganda de tabaco estava em todos os lugares do circuito.

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