Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Agentes penitenciários são afastados por suspeita de cobrar propinas

Terça, 13 de Janeiro de 2004 às 03:05, por: CdB

Cinco agentes penitenciários - inclusive o chefe de segurança - foram afastados da Casa de Albergado Padre Pio Buck, em Porto Alegre, suspeitos de cobrar propina para liberar detentos em regime semi-aberto. Os presos pagariam suborno para sair sem autorização da Justiça. Por lei, eles só podem ser liberados para trabalhar ou visitar familiares e, mesmo nesses dois casos, é necessária autorização da Vara de Execuções Criminais. O objetivo seria cometer assaltos.

Uma sindicância da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) investiga o caso e apura o envolvimento de outros funcionários nas irregularidades. O esquema foi descoberto depois que a polícia deteve um albergado preso em flagrante por assalto, segundo o superintendente da Susepe, Djalma Gautério. Ele informou que a pessoa saiu com uma autorização contendo assinatura falsificada do diretor.

A história tornou-se pública quando uma testemunha reconheceu o detento paulista Cláudio Tadeu da Assunção após um roubo ao Banco do Brasil, em Nova Petrópolis, em dezembro de 2003. Na época ele cumpria pena no Pio Buck. Agora, Cláudio Tadeu está no Presídio Central com prisão preventiva decretada. Ele é apontado pela polícia como líder do PCC no Estado.

Segundo Djalma Gautério, o afastamento dos agentes deverá perdurar até a conclusão da sindicância. Após o resultado da investigação, as medidas cabíveis serão estudadas pela Susepe.
Um foragido revelou à reportagem da Rádio Gaúcha que o suborno varia de R$ 50 a R$ 500, conforme o crime que será cometido. Cada interno tem direito a pernoitar 35 dias fora do presídio por ano. A adulteração consistia em marcar menos dias no controle do albergue. O atual diretor do Pio Buck está em férias e não foi localizado para se manifestar.

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