Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Agentes federais entram em greve por tempo indeterminado

Começou às 8h desta terça-feira a paralisação, por tempo indeterminado, dos agentes da Polícia Federal, em todo o país. A adesão, segundo o sindicato da categoria, chega a 90%. No Rio de Janeiro, apenas serviços de primeira necessidade, como o atendimento no Aeroporto Internacional Tom Jobim, são sendo mantidos, com um número restrito de policiais, o que vem causando filas nos desembarques dos vôos internacionais, principalmente devido à necessidade da identificação dos passageiros. (Leia Mais)

Terça, 09 de Março de 2004 às 07:46, por: CdB

Começou às 8h desta terça-feira a paralisação, por tempo indeterminado, dos agentes da Polícia Federal, em todo o país. A adesão, segundo o sindicato da categoria, chega a 90%. No Rio de Janeiro, apenas serviços de primeira necessidade, como o atendimento no Aeroporto Internacional Tom Jobim, são sendo mantidos, com um número restrito de policiais, o que vem causando filas nos desembarques dos vôos internacionais, principalmente devido à necessidade da identificação dos passageiros.

Em São Paulo, cerca de 800 policiais federais aderiram ao movimento e, por determinação sindical, mantêm apenas 30% do efetivo em serviço. Também naquele Estado já começaram os atrasos na liberação de passaportes e nos  aeroportos. A situação se repete em Salvador, onde a revista no aeroporto internacional deve durar cerca de quatro horas porque é feita em regime de plantão. Em situação normal, o processo dura uma hora.

A principal reivindicação dos agentes da PF é por melhores condições de trabalho, além do cumprimento das leis que instituem a necessidade de nível superior para todos os policiais federais e que obrigam os servidores administrativos a serem funcionários da instituição.

Nesta segunda-feira à noite, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Francisco Garisto, tinha anunciado que os grevistas prenderiam servidores administrativos da PF que fizessem o trabalho dos agentes. Mas a greve transcorre em relativa tranqüilidade, embora delegados e peritos tenham anunciado a não adesão ao movimento paredista.

- Eu quero ver como é que vai ser ser, já que só tem mil delegados em todo o país - ironizou Garisto.

O sindicalista garante que os serviços essenciais de segurança serão mantidos como, por exemplo, a guarda de depósitos de drogas e armamentos apreendidos pela PF.

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