Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Agente penitenciário é fuzilado na Avenida Brasil

Terça, 30 de Outubro de 2007 às 08:00, por: CdB

A polícia ainda não tem pista dos assassinos do agente do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Secretaria de Administração Penitenciária, Dielson Corrêa, 41 anos, que era lotado no posto avançado instalado em frente à Casa de Custódia Cotrin Neto, no Complexo Penitenciário de Japeri, na Baixada Fluminense.

O crime aconteceu por volta das 22h45 desta segunda-feira e hipóteses sobre o envolvimento com milícias, com a máfia do transporte irregular ou com máquinas caça-níqueis não estão descartadas.

Dielson estava ao volante do Gol prata, trafegando pela Avenida Brasil, na altura do Jardim Palmares, em Santa Cruz, seguindo em direção à Rodovia Rio-Santos, quando foi executado com tiros de fuzil disparados por ocupantes de outro veículo. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli contaram pelo menos 47 perfurações no carro e dezenas no corpo do agente, que teve perda de massa encefálica.

No momento do crime, o carro dirigido pelo agente chegou a ser jogado para fora da pista e uma das rodas caiu em uma canaleta da via, em frente a um posto de gasolina e próximo de uma churrascaria. Clientes e funcionários dos dois estabelecimentos se jogaram no chão para não serem atingidos pelos disparos. Segundo eles, após os tiros, os assassinos, que estavam em carro não identificado, deixaram o local em alta velocidade, tomando rumo ignorado. 

Pouco depois do crime, policiais do Módulo Operacional de Vias Especiais (Move) foram acionados. Junto ao corpo e ao redor do carro, foram arrecadadas dezenas de cápsulas deflagradas de AR-15. Parentes e amigos da vítima estiveram no local e acompanharam o trabalho da polícia, até o momento em que o corpo foi recolhido e levado para o Instituto Médico Legal, no Centro do Rio.

O registro do crime foi feito na 36ª DP (Santa Cruz), mas a polícia, além de não ter pista dos assassinos, não sabe o que teria motivado o assassinato do agente. Pelo número de tiros, a polícia não tem dúvida de que houve um crime de vingança. Somente a partir do depoimento de parentes e amigos ou com o recebimento de denúncias anônimas, a polícia espera esclarecer o crime.

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