A Polícia Militar de Presidente Venceslau, a 584 km a Oeste de São Paulo, prendeu nesta segunda-feira um agente penitenciário que levava celulares para os sentenciados recolhidos na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P-II daquele município, onde estão presos os principais membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) facção criminosa que age dentro e fora dos presídios Paulistas.
Márcio Mota Ferreira, 29 anos, reside em Dracena (SP), mas trabalha na unidade de Presidente Venceslau. Ele ingressou no sistema há cinco anos como agente de vigilância e escolta e é integrante do Grupo de Ação Rápida (GAR) - espécie de elite da categoria.
Ferreira foi detido quando chegava na unidade prisional em um carro dirigido pela sua mulher. No momento da abordagem, ele levava em uma bolsa nove aparelhos celulares, carregadores e mais alguns chips, além de R$ 1.950 mil em dinheiro que estava em sua carteira.
Levado para a Delegacia de Policia Civil, ele confessou que entregaria o material durante o seu período de trabalho, nos momentos em que realizaria as rondas. Na casa do agente, a polícia encontrou mais cinco celulares novos e R$ 21 mil em dinheiro.
Segundo a polícia, Ferreira confirmou que já havia procedido a entrega de outros quatro aparelhos na semana passada e que ganha R$ 2 mil por cada celular entregue.
De acordo com informações policiais, o agente teria confirmado que recebeu os telefones de uma mulher que conhece apenas por "Graziele" - com quem se encontrou na sexta-feira-, no terminal rodoviário de Dracena (SP), quando recebeu a mercadoria, e que deveria entragar na cela de número 20 no raio dois do presídio onde presta serviço.
Antes, ele teria combinado as ações com o sentenciado Luiz Eduardo Marcondes Machado de Barros, conhecido no sistema como 'Dú Bela Vista' recolhido na cela 238 da P-II.
A polícia apreendeu o telefone celular do agente para investigações. Ferreira foi autuado em flagrante e encaminhado para o setor de seguro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (SP), onde vai permanecer à disposição da Justiça.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) deve instaurar procedimento para apurar os fatos.