Documentos apreendidos pela PF nas empresas de Alexandre Martins e Reinaldo Pitta e na casa de seu funcionário, Paulo Henrique Sekeguchi, apontam inúmeras contradições em seus depoimentos aos delegados que investigam o escândalo do Propinoduto. Martins e Pitta, que haviam informado que conheciam Heraldo da Silva Braga, um dos principais envolvidos no desvio do dinheiro, apenas de jogos de futebol, já haviam marcado 12 reuniões com o auditor. A informação consta nas agendas apreendidas nos escritórios dos empresários. Os empresários também negaram conhecer ou manter contato com funcionários da Coplac Consultoria, Planejamento e Promoções Ltda, empresa que representa no Brasil o banco suíço Discount Bank and Trust Company, onde os fiscais teriam depositado 33,4 milhões de dólares. Novamente, as agendas desmentem o depoimento. "Alex - Reunião com Marlene Cozen. Escritório dela" é apenas uma das anotações encontradas. Marlene, secretária da Coplac, é uma das indiciadas no processo que investiga a lavagem de dinheiro, junto com os diretores da empresa, ROnaldo Adler e Herry Rosemberg. O que chamou a atenção dos policiais federais é a presença dos telefones de outros fiscais não indiciados.
Agenda contradiz depoimento de empresários no caso do Propinoduto
Quarta, 07 de Maio de 2003 às 06:42, por: CdB