As agências de modelos brasileiras anunciaram nesta sexta-feira que exigirão um atestado médico antes de efetivarem a contratação de jovens que sonham em subir nas passarelas, após a morte de uma modelo por complicações resultantes da anorexia.
Representantes das principais agências de modelos do país se reuniram em São Paulo para estabelecerem novas regras de contratação e evitar que a repercussão da morte da modelo Ana Carolina Reston, 21 anos, prejudique a imagem da profissão.
Carolina Reston perdeu a vida na última terça em São Paulo como conseqüência de problemas derivados da anorexia nervosa. A menina, de 1,74 m, pesava cerca de 40 kg e seu organismo estava muito enfraquecido, pois nos últimos tempos sua dieta consistia apenas na ingestão de maçãs e tomates.
Segundo Eli Hadid, responsável da agência Mega Model, que convocou a reunião de hoje, a decisão de pedir um atestado médico para as candidatas a modelo "é uma prova da boa vontade das agências para solucionar um problema social grave".
Hadid acrescentou que isto não significa que vão desaparecer os casos de anorexia entre as modelos, "pois sempre haverá alguma louca que desejará continuar" com suas dietas.
Além da Mega Model, que conta com top models como Ana Hickmann e Isabeli Fontana, a reunião também contou com representantes de agências como Elite, Marilyn, Ford, MM e L''Equipe.
As agências combinaram que, além de exigirem o atestado médico e exames de sangue para garantir o bom estado de saúde das modelos, rejeitarão as jovens que passam por regimes agressivos e exigirão que usem ao menos o tamanho 38.
Além da morte da modelo Ana Carolina Reston, hoje foi anunciada a morte de uma estudante de moda que, com 21 anos, realizava um tratamento contra a anorexia.