Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Agência de risoc Moody's coloca Brasil perto do 'grau de investimento'

Quinta, 23 de Agosto de 2007 às 16:25, por: CdB

A agência de risco Moody's colocou os títulos brasileiros mais perto do "grau de investimento". As notas dos títulos do governo, tanto em moeda estrangeira quanto em reais, foram elevadas de "Ba2" para "Ba1", ficando logo abaixo do necessário ("Baa3") para a recomendação de investimento.

A Moody's segue, com a melhora da nota brasileira, outras duas agências de risco: a Fitch e a Standard & Poor's já haviam colocado o Brasil logo abaixo da grau de investimento em maio. Em abril, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez uma viagem para os EUA para convencer as agências a melhorar a avaliação dos títulos brasileiros.

A expectativa dos analistas de mercado é que o Brasil atinja a nota de investimento, já obtida por outros países da América Latina - como México e Chile -, entre 2008 e 2009.

Nesta quinta-feira, a Moody's elevou as notas para o teto soberano dos títulos em moeda estrangeira de "Ba1/NP" para "Baa3/P-3", ou "grau de investimento". Isso significa que os títulos brasileiros terão como nota máxima "Baa3/P-3". O teto soberano para depósitos bancários em moeda estrangeira também foi elevado de "Ba3" para "Ba2", dois degraus abaixo da recomendação.

Segundo a agência de risco, a mudança reflete a redução do endividamento do governo, das dívidas de curto prazo e o fortalecimento do perfil da dívida externa do país.

— A contínua acumulação de reservas internacionais propicia um 'colchão financeiro' que serve de defesa contra choques externos —, disse o analista-sênior da Moody's, Mauro Leos.

Segundo Leos, em comparação a outras economias emergentes, o Brasil aparenta estar mais bem preparado para enfrentar uma piora das condições econômicas externas, por conta de suas reservas internacionais e da presença de uma estrutura de exportação diversificada, que limita exposições a determinados produtos e regiões.

Para a agência, as atuais tendências apontam para um declínio gradual nos indicadores de endividamento do governo, condição fundamental para a perspectiva estável atribuída ao crédito do governo.

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