Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Agência da ONU fornece documentação de identidade à população haitiana.

Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 às 02:35, por: CdB

Após um ano do terremo que devastou o país, estima-se que 800 mil pessoas ainda vivam em campos ou assentamentos.

Foto: Acnur

Pedro Nakano, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, lançou um projeto para ajudar a população do Haiti afetada pelo terremoto do ano passado.

Pela iniciativa, documentos de identidade perdidos durante a tragédia estão sendo fornecidos aos haitianos. O projeto beneficia também quem nunca obteve uma certidão de nascimento. Após o desastre, muitas pessoas tiveram dificuldade de provar a própria identidade.

Vulnerabilidade

Uma haitiana explicou que sem documentos não podia fazer nada, receber assistência ou matricular as crianças na escola.

Segundo o encarregado de proteção do Acnur no Haiti, Vincent Briard, "após uma emergência, ter a documentação necessária é fundamental para garantir que pessoas vulneráveis não sejam esquecidas".

Mesmo após um ano do terremoto, calcula-se que 800 mil pessoas ainda vivam em assentamentos criados ao redor do país.

Rápido Impacto

A campanha de documentação faz parte de um conjunto de 43 projetos de rápido impacto iniciados pela agência da ONU no Haiti. Outros projetos envolvem assuntos como agressão sexual nos acampamentos, violência contra mulheres e renda para os sobreviviventes.

Uma outra iniciativa beneficente da ONU foi o jogo de futebol organizado por Zinedine Zidane e Ronaldo na Grécia, em dezembro.

A partida, que reuniu várias estrelas do esporte, arrecadou US$ 540 mil, equivalentes a R$ 918 mil para reconstrução no Haiti e no Paquistão.

*Apresentação:  

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