Os seis africanos que viajavam clandestinamente no navio grego Anagel Eagle desembarcaram no Recife. Eles seguem para a sede da Polícia Federal na Capital pernambucana, onde vão responder a um processo administrativo de repatriação, que deve durar 30 dias. Os clandestinos, três da Libéria, dois de Gana e um nigeriano, foram descobertos pela tripulação do navio, que comunicou o fato ao Porto do Recife. Esse é segundo grupo de africanos descobertos na cidade em dois meses.
No dia 12 de novembro oito africanos foram resgatados passado perto do Porto do Recife. Eles tinham viajado clandestinamente no navio chinês Tu King. Seis deles acusam a tripulação da embarcação de os terem espancado e jogado em alto-mar. O capitão do Tu King, Xu Chang Quan, está preso preventivamente por tentativa de homicídio no presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Outros dois estrangeiros, que vieram no mesmo navio, entretanto, não foram descobertos pela tripulação e chegaram nadando à orla do bairro de Brasília Teimosa. Todos são da República da Guiné.
Dias depois, mais dois africanos da Costa do Marfim apresentaram-se espontaneamente na sede da PF no Recife. Eles contaram estar fugindo da guerra em seu país e, de acordo com perícias, os dois também vieram na embarcação chinesa. Os dez africanos, que aguardam a decisão sobre o processo de repatriação, estão sob a custódia da ONG Movimento Tortura Nunca Mais.