O Banco Mundial anunciou nesta quarta-feira que vai emprestar US$ 180 milhões em verbas para ajudar países africanos - principalmente a Nigéria - no combate à malária. O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, disse que a verba - que dobra a verba anterior do banco para o combate à doença - precisa ser bem coordenada monitorada para assegurar sua eficácia.
A doença é a principal causa de doenças e mortes no país, de acordo com o ministro da Saúde nigeriano, Eytayo Lambo. O anúncio ocorreu um dia antes de uma reunião na Casa Branca que vai discutir a luta global contra a doença.
A reunião desta quinta-feira - cujo anfitrião será o presidente americano George W. Bush - é uma tentativa de estimular as iniciativas para erradicar a doença. Líderes políticos e empresariais vão discutir com especialistas uma série de iniciativas como o fornecimento de milhões de redes contra mosquitos especialmente projetadas para africanos por meio de uma organização chamada Malaria No More (Malária Nunca Mais, em protuguês).
O presidente executivo da organização, John Bridgeland, afirma que a comunidade internacional chegou a um ponto de mudança.
- A última geração erradicou a varíola e, em grande parte, acabou com a pólio no mundo. Sei que em nossa geração a malária será a doença que vamos erradicar deste planeta -, disse.
Grandes empresários vão participar da organização Malaria No More, incluindo o bilionário e filantropista Bill Gates. Esta participação, combinada com avanços científicos - como o progresso na pesquisa de uma vacina contra a doença - significam a melhor esperança para derrotar uma das doenças que mais matam no mundo.
A malária é uma doença evitável, mas ainda mata mais de um milhão de pessoas por ano, a maioria crianças africanas.
África recebe do Banco Mundial US$ 180 milhões para combater a malária
Sexta, 15 de Dezembro de 2006 às 14:33, por: CdB