Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

África avaliará governo de 16 nações do continente até 2006

Sábado, 14 de Fevereiro de 2004 às 09:14, por: CdB

Líderes africanos tentando combater a pobreza através de melhor administração planejam ``avaliar colegas'' de 16 nações até março de 2006 para impulsionar a imagem do continente conhecido mais pelas guerras e doenças, de acordo com documentos obtidos pela Reuters no sábado.

A avaliação dos próprios pares é um componente principal do plano de resgate da economia africana --a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Nepad, na sigla em inglês)-- e analistas dizem que ele está sendo observado com entusiasmo por doadores africanos e estrangeiros para estimar a seriedade do continente.

Descrito por seus arquitetos como um projeto de longo prazo e não como paliativo, a Nepad promete uma melhor administração política e econômica em troca de um aumento da ajuda externa e comércio para o continente mais pobre do mundo.

``O plano visa assegurar que todos os 16 países participantes sejam analisados até março de 2006'', afirma um documento entregue a delegados em uma reunião de cúpula em Ruanda de nove chefes de Estado africanos.

``A lógica dessa estratégia é que todos os países participantes sejam avaliados em um período de tempo limitado se o objetivo for o de um processo de aprendizado eficaz entre os países integrantes.''

O plano de líderes africanos de monitorarem as performances uns dos outros no que se refere a direitos humanos, corrupção e democracia deve custar 13,8 milhões de dólares até 2006, com a maior parte dos recursos proveniente de países africanos, mostra o documento.

Gana, Ruanda, Quênia, Ilhas Maurício serão os primeiros países a ser avaliados, a partir de abril. Em 2005 será a vez de Moçambique, Nigéria, Senegal, África do Sul, Etiópia, Mali, Uganda, Burkina Faso, Argélia, Camarões, Gabão e a República do Congo.

Líderes na cúpula, incluindo o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, o nigeriano, Olusegun Obasanjo e Abdoulaye Wade, do Senegal, conclamaram os países membros da União Africana, que tem 53 integrantes, a contribuírem com os fundos para a avaliação.

Alguns céticos dizem que a Nepad produziu mais falatório que ações desde sua criação, em 2001. Mas delegados afirmam que os líderes mostraram urgência na implementação do plano.

Chefes de Estado africanos escolheram sete eminentes africanos para servir de críticos. Eles terão um grupo de cerca de 20 especialistas em África para visitar os países sob avaliação, falar com líderes políticos da oposição e grupos civis e recomendar as ações necessárias.

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