Líderes africanos expressaram apoio na segunda-feira para um plano que pede às nações ricas que taxem o investimento em tecnologia de suas cidades para comprar celulares e computadores para os países pobres.
O imposto iria para um Fundo de Solidariedade Digital, um plano patrocinado pelas Nações Unidas para usar ferramentas de alta tecnologia como telefones por satélite ou a Internet para promover o desenvolvimento econômico em áreas que não têm nem mesmo a infra-estrutura mais básica.
O presidente argelino Abdelaziz Bouteflika disse que o divisor digital -- a diferença entre a tecnologia da informação disponível nos países pobres e nos ricos -- agravou a polarização entre o rico Norte e as nações em desenvolvimento do Sul.
"É imperativo que sejam tomadas medidas internacionais", disse Bouteflika em uma coletiva de imprensa em Genebra. A rica cidade suíça foi a primeira a adotar o plano, colocando uma taxação de um por cento sobre os lucros obtidos pelos fornecedores de tecnologia da cidade.
As Nações Unidas esperam que o amplo acesso dentro do mundo em desenvolvimento à informação de tecnologia ajude a erradicar a pobreza e a construir democracias estáveis. As nações pobres apoiam esse ponto de vista.
"O único modo de preencher a divisão digital é habilitar o Sul com informações sobre equipamentos tecnológicos, telefones e máquinas de fax, a Internet e garantir treinamento sobre como usá-los", disse o presidente senegalês Abdoulaye Wade.
O imposto "digital" seria adotado voluntariamente.
O fundo foi criado em 2003 em Genebra paralelamente à conferência da ONU sobre a disseminação da Internet e da comunicação sem fio. Já acumulou entre quatro e cinco milhões de euros (6,72 milhões de dólares).