Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Afirmações de Tombini que merecem destaque

Quarta, 08 de Dezembro de 2010 às 11:25, por: CdB

Duas declarações requerem destaque e detida reflexão no depoimento prestado pelo futuro presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini antes de ter seu nome aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ontem: a primeira, seu reconhecimento de que as medidas de restrição ao crédito têm impacto na política monetária; a segunda, que as decisões dos demais países sobre o câmbio afetam nossa economia.

Tombini encareceu  a necessidade destas decisões serem encaradas com muita atenção e serem levadas em consideração na definição de nossas políticas. Observou que nosso câmbio é flutuante - "mas flutuante em relação aos fundamentos econômicos do país", enfatizou.

O futuro presidente do BC no governo Dilma Rousseff - a partir de 1º de janeiro - reconheceu que o BC tem autonomia operacional, mas dentro das metas estabelecidas pelo poder do presidente da República, pelo governo, e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) composto pelos ministro da Fazenda, do Planejamento e por ele mesmo (presidente da autoridade monetária nacional).

Ele destacou pretender imprimir realmente autonomia operacional, e de fato, ao BC, para perseguir essas metas estabelecidas. Pena ter passado ao largo todo o tempo de seu depoimento e que tenha se esquecido de frisar que elas incluem, também, a banda de 2% para cima e para baixo.

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