Após chegarem a um acordo prévio com a direção da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), funcionários da estatal decidiram suspender a greve que realizariam nesta quarta-feira. O acordo negociado nesta segunda-feira pelos dirigentes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) e da empresa ainda tem de ser aprovado pela categoria.
— Faremos uma nova assembléia nesta sexta-feira e, até lá, o nosso movimento está suspenso. Não haverá nenhum tipo de paralisação enquanto a categoria não avaliar a proposta apresentada —, garantiu o presidente do sindicato, José Gomes de Alencar Sobrinho.
Além de um reajuste salarial de 6%, o acordo prevê que cada tíquete-refeição suba dos atuais R$ 20 para R$ 22. A estatal também se comprometeu a contratar 1.800 funcionários, a fim de fortalecer o atendimento nos aeroportos, e a apresentar um novo plano de cargos e salários em até 120 dias. Também ficou acertada a concessão de duas promoções para todos os trabalhadores, o que significa um aumento de mais 6,5% nos ganhos.
A negociação já se alongava desde março. Por esta razão, Alencar rejeita as acusações de que a categoria teria aproveitado a proximidade dos Jogos Pan-Americanos para pressionar o governo.
— Não aceitamos a acusação de que tenhamos chantageado [o governo] porque a última proposta apresentada não atendia [as expectativas da] a categoria e só foi apresentada há uma semana —, disse Alencar.
Embora considere que a proposta ainda não atende aos anseios dos aeroportuários, Alencar entende que já houve um grande avanço nas negociações. Inicialmente, os trabalhadores pediam 33,76% de reajuste.
Se a categoria rejeitar, voltaremos à mesa de negociação. A Infraero será imediatamente informada e somente se não houver entendimento iremos encaminhar a questão —, afirmou.
O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, classificou a proposta da empresa como “bastante razoável”. Mesmo que os funcionários tenham recebido 32,5% de reajuste nos últimos quatro anos, Pereira defende que as perdas que a categoria teve com antigos planos econômicos ainda têm de ser repostas.
— A Infraero não depende fundamentalmente de receitas do Tesouro. Até mesmo porque geramos recursos próprios. Nossos funcionários geram recursos e precisam ser recompensados por isso —, disse.
A proposta do governo discutida na reunião, segundo o presidente da Infraero, não tem nada a ver com o caos aéreo. Pereira explicou que foi autorizado pelo ministro da Defesa, Waldir Pires, a conduzir a negociação da forma a beneficiar tanto a empresa quanto os funcionários.
Aeroportuários e estatal chegam a acordo prévio e suspendem aviso de greve
Segunda, 09 de Julho de 2007 às 17:48, por: CdB