Aprovada por pouco mais da metade dos funcionários dos aeroportos brasileiros, a proposta salarial apresentada pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) na última segunda-feira evitou uma greve durante a realização dos Jogos Pan-Americanos.
Em assembléias realizadas nesta sexta-feira em todo o país, 53,64% da categoria aprovaram o reajuste salarial de 6%. O aumento será retroativo ao mês de maio. O acordo também prevê o aumento do valor do tíquete-refeição de R$ 20 para R$ 22 e a concessão de duas progressões, que irão totalizar 6,5% de reajuste a partir de outubro.
Segundo o diretor de Saúde do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, 42,12% dos trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa estatal, responsável por administrar 67 dos principais aeroportos do país. Pouco mais de 4% se abstiveram de votar.
— Todos os aeroportos serão comunicados oficialmente desta decisão nacional e aqueles companheiros [que refutaram o acordo] irão entender que foram voto vencido —, disse Lemos, garantindo que a greve está definitivamente descartada.
Inicialmente o sindicato havia reivindicado um aumento salarial de 33%. O índice, de acordo com Lemos, era para repor perdas dos últimos anos. Mesmo que o reajuste concedido tenha ficado muito abaixo, o sindicalista considerou o resultado satisfatório.
Na segunda-feira, quando apresentou aos representantes do sindicato a proposta da empresa, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, revelou que as contas da empresa sofreriam um impacto de R$ 28 milhões até o final deste ano. Ele defendeu que as perdas da categoria com antigos planos econômicos sejam repostas.
— A Infraero não depende fundamentalmente de receitas do Tesouro. Até mesmo porque geramos recursos próprios. Nossos funcionários geram recursos e precisam ser recompensados por isso —, afirmou.
Aeroportuários aprovam proposta da Infraero e suspendem greve
Sexta, 13 de Julho de 2007 às 17:34, por: CdB