Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Melhora situação dos voos internacionais brasileiros

A situação dos voos internacionais brasileiros melhorou nesta quarta-feira depois que dezenas de decolagens para a América do Sul foram canceladas na véspera pelas cinzas expelidas por um vulcão no Chile. As companhias aéreas Gol e Azul cancelaram alguns voos internacionais e domésticos em Porto Alegre nesta quarta-feira por causa da passagem de nuvens de cinzas.

Quarta, 08 de Junho de 2011 às 04:55, por: CdB
aviao-cinzas-300x168.gif
A situação dos voos internacionais brasileiros melhorou nesta quarta-feira depois que dezenas de decolagens para a América do Sul foram canceladas na véspera pelas cinzas expelidas por um vulcão no Chile. Segundo dados da empresa que administra os aeroportos do brasileiros, Infraero, apenas 5 de 28 voos internacionais tinham sido cancelados até às 8h, percentual de 17,9% ante índice de cerca de 40% na terça-feira. As companhias aéreas Gol e Azul cancelaram alguns voos internacionais e domésticos em Porto Alegre nesta quarta-feira por causa da passagem de nuvens de cinzas do vulcão chileno no sul do país. Segundo a assessoria da Infraero no aeroporto Salgado Filho, de 22 chegadas programadas, houve 9 cancelamentos (cinco nacionais e quatro internacionais) e três atrasos. Das 35 partidas canceladas, foram 15 cancelamentos (12 domésticos e três internacionais) e dois atrasos. As companhias Gol e Azul no aeroporto de Porto Alegre confirmaram que seus cancelamentos se devem à passagem das nuvens de cinzas. Em nota oficial, a Gol informou que os atrasos e cancelamentos desta quarta-feira "refletem condições meteorológicas adversas que prejudicaram operações aéreas em algumas regiões do País ontem (terça-feira), principalmente nos aeroportos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Florianópolis e Porto Alegre – alguns dos seus principais hubs de distribuição de voos". Segundo o site da Infraero, foram  sete cancelamentos (seis domésticos e um internacional) também no aeroporto de Florianópolis. A companhia aérea TAM, por sua vez, afirmou que esteve operando normalmente os voos programados a partir desta quarta-feira de e para os aeroportos de Buenos Aires (Argentina), Assunção e Ciudad del Este (Paraguai), Santiago (Chile), Montevidéu (Uruguai) e Foz do Iguaçu (PR). A companhia programou voos extras de e para esses destinos, com o objetivo de transportar os clientes afetados pelos cancelamentos de terça-feira. A TAM também afirmou que continua monitorando as atividades do vulcão e as condições meteorológicas e tomará medidas adicionais, se forem necessárias. O complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, no sul do Chile, entrou em erupção no sábado passado. A nuvem vulcânica, que atingiu uma altura de 12 quilômetros na direção sudoeste-noroeste, chegou à capital Buenos Aires na terça-feira, fechando aeroportos argentinos e afetando operações no Chile, Uruguai, Paraguai e Brasil. Em nota divulgada no final da terça-feira, a companhia aérea TAM afirmou que a previsão era de que "os voos operem normalmente nesta quarta-feira nos aeroportos de Buenos Aires (Argentina); Assunção e Ciudad del Este (Paraguai); Santiago (Chile) e Foz do Iguaçu (PR)". A companhia programou voos extras para transportar passageiros afetados pelos cancelamentos. Também no final da terça-feira, as principais companhias aéreas que operam na Argentina começaram a retomar gradativamente serviços domésticos e internacionais com a dissipação da nuvem de cinzas. Na manhã desta quarta-feira, os voos para o Rio de Janeiro e para São Paulo, do Aeroparque, em Buenos Aires (capital argentina), saíram no horário. Já no Aeroporto Internacional de Ezeiza, houve atrasos em algumas decolagens. Em Montevidéu (Uruguai), no Aeroporto de Carrasco, a situação também era irregular. Os três primeiros voos do dia, da companhia aérea Gol, para são Paulo, foram cancelados, mas partidas de outras companhias para o mesmo destino decolaram horas mais tarde, de acordo com informações disponíveis no site do terminal. Em Assunção (Paraguai), o Aeroporto Silvio Petirossi informou que também registrou cancelamentos. O Aeroporto de Santiago, no Chile, foi o menos afetado pelas cinzas do vulcão no Sul do país. Ontem (7), foram cancelados somente os voos para os países vizinhos que tiveram que suspender suas operações aéreas por causa da nuvem de cinzas. Hoje, o aeroporto funciona normalmente, segundo informações no site do terminal. Autoridades da Associação Nacional de Aviação Civil da Argentina disseram à imprensa local que a situação continua "sensível", já que o vulcão ainda emite cinzas e os ventos continuam empurrando os resíduos para os países vizinhos ao Chile. A associação informou ainda que vai manter a suspensão dos voos para os principais aeroportos da Patagônia, no Sul do país. A previsão é que os voos para a região só sejam normalizados a partir do dia 21 de junho. Bariloche, que está a cerca de 90 quilômetros do vulcão, amanheceu hoje sem luz e com problemas de abastecimento de água. A chuva da madrugada transformou as cinzas em lama, impedindo o acesso por terra à cidade. Também hoje o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) emitiu um alerta para ventos fortes de até 100 quilômetros esperados para diferentes destinos da Patagônia, como as províncias de Chubut, Neuquén e Rio Negro, onde está Bariloche. A situação continuava crítica nas cidades de San Martín de los Andes e Villa Angostura, que ficam próximas do vulcão chileno. As aulas permanecem suspensas e os serviços estão limitados nesses locais. Em Villa Angostura, autoridades locais recomendaram que os residentes e turistas não saiam de casa. Todas as residências e hotéis estão cobertos com cinzas e há o temor de que o peso desses resíduos prejudique os tetos. O comitê de emergência criado na Argentina para acompanhar a situação decidiu emitir um boletim a cada seis horas sobre os voos e as condições do clima, enquanto o vulcão do país vizinho estiver emitindo cinzas.
Tags:
Edições digital e impressa