A Aeronáutica divulgou, nesta segunda-feira, uma nota em que nega a existência de zonas cegas na cobertura dos radares que monitoram vôos comerciais no espaço aéreo brasileiro. A Aeronáutica explicou as declarações dadas ao Fantástico, da Rede Globo, no domingo, por um controlador de vôo de Brasília. O controlador disse que os radares estão ultrapassados e que os equipamentos nem sempre mostram a realidade.
- Às vezes, o mesmo avião está em dois lugares ao mesmo tempo. Um deles é real, o outro é falso. Só que na hora você tem que descobrir qual é o real -, disse o controlador, que também afirmou existir zonas cegas, não cobertas por radar.
A Aeronáutica admitiu que em algumas áreas, dependendo da altitude, não existe cobertura por radar, mas que isso acontece no mundo inteiro. Segundo a Aeronáutica, o Brasil poderia ter o tráfego aéreo controlado apenas por rádio, sem afetar a segurança de vôo.
Segundo a Aeronáutica, a cobertura por radar é feita em forma de cone, no qual quanto maior a altitude, maior a abrangência . Para aviões comerciais, que geralmente voam a 30 mil pés, a cobertura é total, já para abaixo de 20 mil pés, o alcance do radar vai diminuindo gradativamente. Dessa forma, aparecem áreas sem cobertura por radar e nesse caso, o controle é feito por rádio.
Aeronáutica nega a existência de zonas cegas
Segunda, 27 de Novembro de 2006 às 19:18, por: CdB