Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Aécio não existe mais. A direita é Marina

Por Fernando Brito - A entrevista coletiva convocada por Aécio Neves para dizer que não, não ia renunciar à sua candidatura é, paradoxalmente, sinal de que a direita renunciou à candidatura dele, Aécio. Nada separou dele, mesmo diante da classe média, a imagem de um artigo de segunda, um “filhinho de papai”, candidato apenas porque o tucanato real – e paulista – não tinha outro nome a apresentar.

Quinta, 04 de Setembro de 2014 às 06:00, por: CdB
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Aécio Neves
A entrevista coletiva convocada por Aécio Neves para dizer que não, não ia renunciar à sua candidatura é, paradoxalmente, sinal de que a direita  renunciou à candidatura dele, Aécio. Aécio, na verdade, nunca encantou o conservadorismo. Não porque não fosse conservador, politicamente, ou que fosse contrariar seus interesses. Mas porque era e é um saco vazio, incapaz de se por de pé mesmo com o apoio da mídia de que gozou todo este tempo. Nada separou dele, mesmo diante da classe média, a imagem de um artigo de segunda,  um “filhinho de papai”, candidato apenas porque o tucanato real – e paulista – não tinha outro nome a apresentar. Agora, sim, a direita tem uma candidata. Marina embarcou, de vez, no papel de exótica domesticada, capaz de ronronar à Corte. E, rugir contra os que, um dia,foram seus. Há algo no traidor que o torna farisaico. É aquela afetação que o impede de dizer: “mudei”. São os outros, o mundo, todos que mudaram. Os que eram bons, fizeram-se maus; os maus fizeram-se bons. E seu ego, o centro do Universo, manteve-se estático, sólido, central. Marina tem a trajetória parada no tempo, dos tempos em que fazia o “empate”, aquele movimento seringalista que impedia o avanço das máquinas sobre a floresta. Seu “empate”, agora, porém, é de outra ordem. Serve apenas para impedir o avanço do país, do crescimento econômico e da distribuição de renda. Não quer petróleo, energia elétrica, estradas, ferrovias. Não quer Governo, quer ONGs. Não é candidata a presidente, é candidata a impedir a continuidade de um projeto nacional-popular. O “empate” de Marina é a derrota do Brasil. Fernando Brito, é jornalista, editor do site Tijolaço.
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