Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Aécio descarta possibilidade de não concorrer ao Senado por Minas Gerais

A decisão do ex-governador de Minas Gerais e candidato a uma vaga no Senado Aécio Neves (PSDB-MG) de não ser o vice de José Serra (PSDB-SP) é final, segundo admitiram os líderes do partido. Segundo o político mineiro, ela foi tomada após análises de especialistas chamados por ele para avaliar o quadro eleitoral brasileiro, revelou fonte próxima ao comitê de campanha tucano, nesta capital. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Maio de 2010 às 11:02, por: CdB

A decisão do ex-governador de Minas Gerais e candidato a uma vaga no Senado Aécio Neves (PSDB-MG) de não ser o vice de José Serra (PSDB-SP) é final, segundo admitiram os líderes do partido. Segundo o político mineiro, ela foi tomada após análises de especialistas chamados por ele para avaliar o quadro eleitoral brasileiro, revelou fonte próxima ao comitê de campanha tucano, nesta capital. Em seu Estado de origem e de onde tende a sair com a maior votação já emprestada a um candidato ao Congresso, no país, Aécio contatou que apenas 4% dos eleitores da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, mudariam de voto para Serra, caso Aécio fosse o vice na chapa.

Conhecedor da opinião do ex-colega mineiro, o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra, tentou minimizar durante entrevista concedida na sede da Confederação Nacional da Indústria, na véspera, mas a direção do partido ainda pretende um último esforço para tentar dissuadir o ex-governador mineiro da idéia de ser o senador mais votado do país.

– Ele afirmou que não pressiona Aécio para integrar sua chapa. "Convenhamos, há vários atores importantes [na campanha], mas eu seria o maior de todos. Eu nunca desenvolvi isso (a insistência). Não há nada nas pesquisas que imponha que teria que ser o Aécio ou não (o vice). Isso que está acontecendo nas pesquisas a gente até previu alguma coisa – disse.

Alguns tucanos ainda avaliam que Aécio para vice de Serra pode representar a mudança que falta para conter a queda de Serra frente a candidata petista e fazê-lo voltar a liderar as pesquisas. O tucano disse que não fez "nada de errado" até agora, a não ser "perder a paciência uma vez ou outra". Por isso negou que pretenda intensificar o seu ritmo de viagens para tentar reverter a vantagem de Dilma.

Para José Serra, a campanha só vai começar mesmo "depois da Copa do Mundo e, principalmente, depois do horário eleitoral" no rádio e na TV, com o início dos debates entre os presidenciáveis.

– Até lá, a gente vai indo – conformou-se.

Tempo de TV

Com o acordo fechado com o Partido Trabalhista Brasileiro, nesta quarta-feira, Serra deverá ocupar aproximadamente oito minutos do programa que o PTB levará ao ar no dia 24 de junho. O presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson (RJ), já teve uma conversa com o coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez, sobre o programa. A ideia é exibir cenas da convenção do PTB, que acontecerá nos dias 18 e 19 de junho, em São Paulo.

– Só preciso de um a dois minutos para apresentar Serra – explicou Jefferson.

Segundo ele, a produção do programa ficará a cargo da equipe de Serra.

– Não podemos errar – disse aos jornalistas.

Ainda segundo o presidente do PTB, a aparição de Serra no programa (desde que com cenas da convenção) obedece à lei. Em 2002, o próprio PSDB tentou tirar do ar o programa em que o PTB veiculava cenas do discurso de Ciro Gomes na convenção partidária. Mas o TSE, segundo Jefferson, autorizou o uso das imagens.

Na próxima terça-feira, Jefferson e o tesoureiro do PTB, Benito Gama, têm reunião marcada com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, para acertar os detalhes finais do acordo.

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