Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Aécio contrata criminalista para acompanhar Lava Jato

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) contratou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro para acompanhar as investigações da nova fase da operação Lava Jato.

Quinta, 05 de Março de 2015 às 09:32, por: CdB
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Aécio teve o seu nome citado pelo doleiro Alberto Youssef em seu depoimento de delação premiada
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) contratou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, para acompanhar o desenrolar das investigações da nova fase da operação Lava Jato. Aécio teve o seu nome citado pelo doleiro Alberto Youssef em seu depoimento de delação premiada e chamou Kakay, tido como um dos maiores criminalistas do país, para descobrir quais haviam sido as citações feitas pelo doleiro, para acompanhar o caso. Kakay disse nesta quinta-feira, que o Ministério Público "insistiu" em perguntas sobre Aécio Neves (PSDB-MG) com o Alberto Youssef. - Soube como tinha sido o depoimento e que, na verdade, tinham insistido, o MP, em perguntas sobre o Aécio em momentos distintos: o primeiro pouco antes das eleições e o segundo agora em fevereiro - afirmou Kakay. As denúncias diziam respeito a um esquema de propinas existente na estatal elétrica de Furnas e que seriam repassadas ao PP. Apesare de não citar nomes, Youssef teria dito que o dinheiro era repassado a Aécio por intermédio "da sua irmã". O tucano possui duas irmãs, Angela e Andréa, sendo que esta última trabalhou no governo de Minas Gerais e também na campanha presidencial de Aécio em 2014. Kakay é considerado um dos maiores criminalistas do país e foi responsável pela absolvição do publicitário Duda Mendonça das acusações de participação na Ação Penal 470, mais conhecida como escândalo do mensalão. Nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquéritos contra 54 pessoas incluindo parlamentares e autoridades, investigados pela Operação lava Jato da Polícia Federal que apura denúncias de corrupção na Petrobras. Janot também pediu o arquivamento de sete inquéritos, dentre eles o de Aécio neves e o da presidente Dilma Rousseff.
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