Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Aécio consegue unificar o discurso e diminuir rachadura no ninho tucano

O dia do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), em Brasília, começou com uma boa notícia. Ele conseguiu reproduzir, na Câmara, o que espera realizar na campanha presidencial, ou seja, unir os tucanos em torno de sua candidatura. (Leia Mais)

Quarta, 11 de Fevereiro de 2009 às 10:05, por: CdB

O dia do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), em Brasília, começou com uma boa notícia. Ele conseguiu reproduzir, na Câmara, o que espera realizar na campanha presidencial, ou seja, unir os tucanos em torno de sua candidatura. Aécio promoveu, nesta quarta-feira, uma reunião com os 36 deputados da bancada do PSDB, apesar do racha que divide a legenda na Casa desde a eleição do deputado José Aníbal para a Liderança do partido, há duas semanas.

Embora a maioria dos 19 dissidentes seja ligada ao governador paulista, José Serra, os tucanos deixaram a reunião com o mandatário mineiro com um discurso único, no qual negaram a visível divisão entre os dois possíveis candidatos à sucessão presidencial, em 2010.

Os dissidentes, que agora garantem uma situação mais calma, chegaram a pensar em uma ação judicial contra a eleição de Aníbal e só mudaram de idéia após o encontro, na tarde desta terça-feira, com o o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que conclamou o partido a se unir e agir de forma a cerrar fileiras na oposição ao governo. Depois da reunião com FHC, eles prometeram não ampliar a rachadura no ninho tucano para os Estados, mas não cedem quanto à oposição ao novo líder.

– O líder quebrou a confiança, esse episódio foi a gota d'água. Ele lidera uma bancada de 36 deputados e nós, os 19, estamos em dissidência. A briga é só aqui – disse o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) a jornalistas, pela manhã.

O que os dissidentes querem é uma oposição mais contundente ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e garantem que, de agora em diante, essa intenção será demonstrada em Plenário, queira ou não o líder José Aníbal. O grupo chegou a classificar de "complacente" o comportamento do partido em votações como a criação da TV Pública e o projeto que regulamentou as centrais sindicais.

– Quando acontecerem coisas desse tipo, nós vamos à tribuna fazer denúncias contra o governo. Podemos coincidir com o líder na maioria das coisas, mas quando não houver essa concordância, vamos agir de forma independente – disse Madeira, em entrevista a jornalistas, na Câmara dos Deputados.

Aníbal, na defesa, alega que tem o apoio da maioria da bancada, o que assegura sua permanência no posto.

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